Esperança e fé em meio à guerra no Iraque

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

20 de março de 2017.

 

Leia aqui alguns testemunhos de cristãos iraquianos que enfrentam a guerra com os olhos voltados para o céu e o coração cheio do amor de Cristo

Há 14 anos que os iraquianos têm visto seus familiares e amigos partindo. Muitos já perderam seus entes queridos em explosões e ataques violentos. Suas casas e igrejas foram destruídas, cidades viraram escombros e há muitos feridos necessitando tratar seus traumas, dores e decepções. Mas em meio a tudo isto, há cristãos esperançosos e satisfeitos com sua vida em Cristo. Não que eles não passem pelos mesmos problemas, mas enfrentam de forma diferente, sempre alicerçados na fé e sustentados pela palavra de Deus. Leia alguns testemunhos:

“Como líder da igreja eu percebo que o simples fato de ‘estar aqui’ é algo que dá esperança para as pessoas. Elas precisam de apoio e carinho nesse momento, precisamos nos unir. Lembro que, em 2014, mesmo com a presença do Estado Islâmico, o que alimentava os fiéis era exatamente isso, o fato de ter uma igreja para ir e um pastor para ouvir”, disse o líder iraquiano Gabriel*. “A palavra de Deus nos instrui sobre como lidar com a opressão e a violência. Jesus nos ensinou a não lutar contra a carne. O próprio Pedro foi repreendido por usar a espada quando Jesus foi traído. Devemos ser amáveis como Cristo nos ensinou”, enfatizou o líder.

Ao entrar em Alqosh como visitantes, a equipe da Portas Abertas se surpreendeu ao ver como aqueles cristãos continuam abertos, hospitaleiros e amigáveis. “Todos esses anos de guerra não conseguiram endurecer seus corações”, disse um dos colaboradores. “Eu vejo nitidamente as pessoas se convertendo, não apenas na fé, mas também em seus comportamentos. A fé desses cristãos é como o ouro, que quanto maior a temperatura do fogo, mais puro fica. Pode doer muito, mas vale a pena ver o resultado”, disse Araam*, outro líder cristão que trabalha na região.

“Nós sofremos discriminação. As pessoas se sentem rejeitadas, ressentidas e amarguradas. Há doenças por causa dos traumas. Tentamos cuidar da cura interior que o nosso povo precisa. Nós fazemos um bom número de aconselhamentos e treinamos os nossos jovens, por exemplo. Eu não posso dizer se isso é o suficiente, mas fazemos o que podemos e oramos pelo que não podemos”, disse o pastor Farouk que já esteve no Brasil dando seu testemunho.

“Se nós entendêssemos o poder que têm nossas orações, nós nos colocaríamos de joelhos centenas de vezes ao dia e pediríamos a Deus coisas que transformariam o mundo e o deixariam de cabeça para baixo”, disse o irmão André, fundador da Portas Abertas.

*Nomes e foto alterados por motivos de segurança.

Fonte: Portas Abertas

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