Especial Nigéria: duas faces da mesma nação

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

28 de maio de 2016.

 

Enquanto o lado sul desfruta de relativa paz, o norte enfrenta grandes ataques e a igreja tem vivido momentos realmente difíceis para se manter em pé

A Nigéria é um país dividido em dois. Enquanto a região sul é economicamente estável e goza de relativa paz, a região norte se preocupa com os ataques contínuos de grupos violentos que estão espalhando a insegurança social e econômica, além de enormes conflitos étnico-religiosos. Os cristãos que vivem no norte e que somam um número significativo estimado em 30 milhões, são afetados de várias formas, desde a violência corporal, incêndios a igrejas, invasão de aldeias por parte de grupos extremistas islâmicos, ocasião em que os cristãos perdem todos os seus bens materiais, até sequestros, torturas e mortes. A marginalização cristã é crescente, bem como os ataques generalizados que só têm aumentado nos últimos 15 anos.

Uma pesquisa feita pela Portas Abertas mostrou que a violência religiosa impactou a igreja de uma forma inesperada. A confiança mútua foi quebrada, muçulmanos e cristãos tornaram-se cada vez mais separados, retirando-se em suas próprias comunidades em cidades, subúrbios e até em áreas rurais distintas. Os motivos dessa violência dirigida aos cristãos é defender os interesses dos muçulmanos do norte, fortalecer sua identidade islâmica e impor o islã à sociedade nigeriana nortista, para depois atingir também o sul, até alcançar o sonho deles que é erguer a bandeira de uma nação puramente islâmica.

A insurgência atingiu o pico em 24 de agosto de 2014, com o estabelecimento do Califado Gwoza e subsequente violência em grande escala nos três estados do nordeste (Borno, Yobe e Adamawa). Milhares de pessoas foram mortas, feridas e traumatizadas. Mulheres e meninas foram violentadas, sequestradas e obrigadas a se casar com os integrantes do grupo Boko Haram. O número de pessoas deslocadas internamente e que fugiram para os países vizinhos aumentou drasticamente. Os fulanis também colaboraram muito para a violência rondando pelo norte em busca de pasto e água, começando também a se espalhar para o lado sul. O desafio para a igreja no norte da Nigéria é muito maior do que se pensava anteriormente; ore para que os cristãos permaneçam firmes e mantenham a igreja em pé naquele lugar.

Fonte: Portas Abertas.

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