Em audiência na Malásia o uso da palavra “Alá” é discutido

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

27 de abril de 2015.

Na última quinta-feira, 23 de abril, o Tribunal de Recurso da Malásia ouviu o apelo feito por uma cristã pelo direito de usar a palavra “Alá” (termo árabe usado para ”Deus”). Na audiência, porém, não foi possível acordar uma decisão. Os três juízes não deram uma razão para o adiamento da conclusão do caso

O advogado de Jill Ireland argumentou que ela tem o direito previsto na Constituição para a prática de sua liberdade de religião. Ela é de Sarawak, Malásia Oriental, que é 42 por cento cristã: em sua língua malaia, "Alá" foi usado por cristãos há mais de 100 anos.

Jill tem argumentado contra o governo malaio depois de seus oito CDs terem sido confiscados em 2008. No mês passado, ela ganhou o processo contra o Conselho Islâmico de Lumpur Kuala.

Em paralelo, tem sido debatido nos tribunais outro caso, semelhante a esse, sobre o direito do jornal semanal Herald de usar a palavra "Alá" para "Deus".

No entanto, o seu editor, Lawrence Andrew, perdeu uma batalha legal de sete anos, em 21 de janeiro, quando o Tribunal Federal finalmente determinou que ele já pode chamar Deus de "Alá" em sua publicação. Nessa decisão, o Tribunal Federal concordou com o governo que o uso de "Alá" no Herald iria confundir muçulmanos malaios e, portanto, promover negativamente a fé cristã entre eles.

Fonte: Portas Abertas.

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