Egito: Cristãos fogem do Sinai após ameaça do Estado Islâmico

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

27 de fevereiro de 2017.

 

Temendo ataques do Estado Islâmico, cristãos egípcios fugiram da região norte da Península do Sinai neste domingo depois de uma série de assassinatos ligados à divergências religiosas na região.

Mais de cem famílias do município de el-Arish e arredores chegaram ao município de Ismaília, no Canal de Suez, 120 quilômetros a leste do Cairo, desde sexta-feira, disse Nabil Shukrallah, representante da Igreja Evangélica local.

As famílias chegam com medo e precisando de suprimentos, que estão sendo estocados na igreja após doações de várias paróquias segundo Shukrallah. As famílias então são transportadas e alojadas no município e ao redor dele, em casas particulares ou alojamento fornecido pelo governo.

"Eles estão exaustos, com necessidades urgentes de comida e roupas para crianças", disse o voluntário. "Estão aterrorizados com a violência e a brutalidade dos terroristas".

Contexto histórico

O norte do Sinai tem sido há anos o epicentro de uma insurgência de militantes islâmicos, e os poucos cristãos da região estão deixando o local.

Mas a fuga se intensificou depois que supostos militantes dispararam contra um encanador cristão na frente de sua família na quinta-feira em el-Arish. Foi a sétima mortes nas últimas semanas e alimentou o pânico entre os cristãos.

Novas ameaças

Nenhum grupo militante reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Mas o grupo afiliado ao Estado Islâmico no Egito, que tem como base o norte do Sinai e em dezembro realizou um ataque a bomba suicida contra uma igreja do Cairo, prometeu, em um vídeo divulgado no início desta semana, intensificar os ataques contra a minoria cristã copta.

Muitos ativistas de direitos humanos dizem que o deslocamento é um sinal claro de que o governo não forneceu um mínimo de segurança para a minoria em dificuldades na região, onde eles já enfrentaram ameaças públicas antes.

Fonte: Estadão

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