Djibuti: Situação dos cristãos não vai mudar com a reeleição do presidente

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

13 de maio de 2016.

 

Durante os próximos cinco anos, a população terá que engolir novamente a "paranoia ditatorial" combinada com o "extremismo islâmico", receita indigesta principalmente para a minoria cristã

Ismail Omar Guelleh venceu as eleições para a presidência pela quarta vez consecutiva, assumindo o governo do Djibuti para o desânimo da pequena igreja que já vive sob pressão no país que ocupa o 28º lugar na atual Classificação da Perseguição Religiosa. Parece que o processo eleitoral não agradou a todos. De acordo com informações do jornal Hiiraan, o líder da oposição disse aos repórteres que houve fraude. "Os votos foram manipulados, houve um boicote e essa reeleição é uma farsa", protestou. "O regime foi acusado de reprimir a liberdade de expressão e de imprensa. Apenas dois dias antes das eleições, a própria BBC informou que três de seus jornalistas foram expulsos do país.

Durante os próximos cinco anos, a população terá que engolir novamente a "paranoia ditatorial" combinada com o "extremismo islâmico", receita indigesta principalmente para a minoria cristã. "Essa reeleição envia pelo menos duas mensagens bem claras, uma positiva e outra negativa. Muitos apoiam que Guelleh auxilia na estabilidade econômica, o que parece ser algo positivo para a nação. Djibuti é crucial para o comércio internacional, já que seu porto faz uma ligação valiosa entre a Europa, o extremo oriente, a região do Chifre da África e o Golfo Pérsico. A mensagem negativa é que o regime está envolvido com a repressão, comprometendo a liberdade de imprensa e de religião, ferindo os direitos humanos e cometendo crimes contra as minorias religiosas", comenta um dos analistas de perseguição.

É provável que a repressão continue para os cristãos djibutianos, mas é improvável que eles desistam de pregar o evangelho naquela nação. No ano de 2014, o país estava na 46ª posição na Classificação da Perseguição Religiosa, subindo para 28ª em 2016. Naquela época, havia cerca de 15 mil cristãos no país, atualmente é possível que haja mais, pois a igreja não parou de crescer. Aceitar a Cristo e permanecer na fé é um exercício diário, além de ser um enorme desafio, já que 95% da população é de muçulmanos sunitas (aqueles que seguem o livrosuna, além do alcorão). Os cristãos djibutianos precisam muito das nossas orações. Interceda por eles.

 

Fonte: Portas Abertas.

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