Depois de agredido, jovem cristã continua sendo ameaçado

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

14 de novembro de 2018.

O jovem cristão Eldos Sattar Uuly (para quem usávamos o pseudônimo Emmin), que foi agredido dentro de casa por três extremistas muçulmanos, há um mês no Quirguistão, foi transferido para o terceiro hospital. Primeiramente, ele foi internado no hospital local da sua cidade, Tamchi, na região de Issyk-Kul; depois foi transferido para um hospital na capital, Bisqueque, e agora está no terceiro.

A mudança de hospitais é necessária porque os agressores dele e suas famílias vão ao hospital onde está internado para forçá-lo a retirar a queixa e ameaçá-lo de morte, caso não o faça. Eles ameaçam matar Sattar Uuly e todos seus parentes cristãos. Apesar da polícia dizer que está investigando o caso, seus parentes e a advogada não estão convencidos disso. Sua advogada aponta que a acusação feita aos agressores não está à altura da seriedade do crime.

Ainda internado, Sattar Uuly não consegue falar, pois seus maxilares foram costurados um ao outro para curar a fratura, e devem permanecer assim por um mês e meio. Os médicos têm certeza de que ele perderá todos os dentes dentro de um ano. Agora ele tem ataques de pânico devido ao elevado índice de estresse do último mês.

“Sattar Uuly está no hospital enquanto seus agressores estão em liberdade”

Um dos moradores do vilarejo relatou à organização de direitos humanos Forum 18 como foi o ataque: “Eles começaram batendo em Sattar Uuly e chutando até ele cair no chão. Eles gritavam que ele era um ‘kafir’ [infiel em árabe] e que tinha traído o islã. Quando ele estava no chão, eles chutaram sua cabeça, quebrando seu maxilar. Quando perceberam que ele estava semiconsciente e não conseguia se mexer, o colocaram em uma mesa e lavaram o sangue de seu rosto. Eles saíram dizendo que voltariam para matá-lo, caso não deixasse o vilarejo até a manhã seguinte”.

Os agressores, que foram soltos da prisão semana passada, insistem que não bateram em Sattar Uuly por causa da sua fé, mas porque estava ouvido música muito alta; o que não é verdade, porque se não eles não o mandariam negar a fé. A polícia não ia dar prosseguimento ao caso; na verdade, um dos altos oficiais do estado havia encerrado o caso, mas a advogada, Zhanar Askar Kyzy, insistiu e envolveu os serviços de segurança e a TV do país no caso, tornando-o público. “Sattar Uuly está no hospital enquanto seus agressores estão em liberdade”, comentou ela.

Em consequência, o alto oficial do estado foi demitido e o caso reaberto. E agora Zhanar também corre perigo de ser morta. Duas semanas atrás ela enviou uma reclamação ao Comitê de Segurança Nacional, ao Ministério Público Nacional e ao Conselho de Segurança do Quirguistão, mas ainda não houve nenhuma resposta. Parece que as autoridades tentam evitar uma ação judicial nesse caso. É muito mais fácil para eles classificar o caso como ação de vândalos do que como perseguição religiosa.

Pedidos de oração

  • Ore pela intervenção de Deus na situação, para que ele seja o defensor de Sattar Uuly, sua família e da advogada.
  • Clame pela condição emocional e física do jovem cristão perseguido, que está depressivo e arrasado com toda a situação. Ore por recuperação total, por sua segurança, conforto e paz no coração.
  • Interceda pela igreja local, para que seja uma fonte de apoio para ele e sua família.
  • Apresente a Deus a campanha de advocacy que a Portas Abertas irá promover em favor de Sattar Uuly.

Fonte: Portas Abertas

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