Cristãos testemunham tentativa russa da retomada de autoridade

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

18 de agosto de 2015.

 

De acordo com as notícias do site Christian Today, o patriarca ortodoxo russo, Kirill, fez um apelo à paz, juntamente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin e o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, por ocasião dos mil anos de aniversário de morte do príncipe Vladimir, o Grande, considerado como aquele que converteu a Rússia ao cristianismo.

Mas o apelo do patriarca é também claramente dirigido a todos os cristãos ortodoxos, na Ucrânia, cuja lealdade para com a Igreja Russa está cada vez mais sob pressão, devido ao seu apoio ao Kremlin (sede do governo da Rússia). Kirill é visto como uma ferramenta de política externa de Moscou.

Rolf, analista da Portas Abertas, diz: "A chamada para a paz, que em si é um ato simpático, é também um repúdio e condenação da violência que feriu e matou milhares de pessoas. É uma tentativa por parte do patriarca de restaurar sua autoridade sobre os cristãos ortodoxos da Ucrânia".

"A Igreja Ortodoxa Russa (ROC) começou na Ucrânia, e hoje a maioria de suas igrejas e membros estão na Ucrânia. Kirill reivindica jurisdição sobre todo o território. Mas muitos cristãos ortodoxos estão cada vez mais inclinados a deixar a ROC. A tendência é o surgimento de igrejas separatistas, independentes de Moscou e o não reconhecimento de Kirill ou da ROC. A Igreja Ortodoxa Ucraniana já é independente. É óbvio que vão recusar ao chamado do patriarca. O conflito ortodoxo será mais um motivo de controvérsias entre a Rússia e a Ucrânia", finaliza Rolf.

Fonte: Portas Abertas.

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