Cristãos feridos e igrejas destruídas em ataque na Etiópia

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

25 de março de 2019.

Em 10 de fevereiro, uma multidão de muçulmanos atacou 13 igrejas na cidade de Alaba, a 320Km da capital Adis Abeba, na Etiópia. Alguns dias depois do ataque, representantes da Portas Abertas viajaram ao local e encontraram os cristãos em estado de choque. O ataque, na verdade, começou no sábado (9 de fevereiro), quando uma grande multidão de muçulmanos viajava a pé, em carros e motocicletas para se reunir em Alaba. Eles carregavam armas, como pedaços de pau, pedras e combustível. Testemunhas os ouviam gritar “Alahu akbar” (Alá é o maior) e “Alaba pertence ao islã”.

A multidão foi de igreja em igreja destruindo tanto os prédios como seus pertences. No final, 26 cristãos foram feridos (inclusive quatro ministros) ao tentar proteger suas igrejas e tiveram que ser levados ao hospital. A multidão destruiu 13 prédios, 14 motocicletas e um número desconhecido de bicicletas que pertenciam às diferentes congregações. Bíblias e móveis também foram destruídos.

Anteriormente ao ataque, fake news circularam dizendo que cristãos de uma cidade próxima tinham queimado uma mesquita e assassinado um imã (líder muçulmano). Fontes locais disseram à Portas Abertas que o ataque ocorreu em resposta a uma suposta convocação de um pregador islâmico para atacar os cristãos em retaliação pelo ocorrido. No entanto, os cristãos acreditam que isso foi apenas uma desculpa para o ataque e que o motivo real é a raiva diante das atividades evangelísticas dos cristãos em Alaba. A cidade é majoritariamente muçulmana.

Desprotegidos

Para os cristãos, a falta de proteção da força policial foi chocante. Testemunhas dizem que policiais locais eram vistos apenas assistindo ao caos que durou três horas. Por fim, a polícia federal interveio e restaurou a ordem. A polícia federal prendeu mais de cem suspeitos. Dois comandantes da polícia também foram levados sob custódia, provavelmente por não terem impedido os ataques. Mas todos já foram liberados. Líderes da igreja foram apelar por proteção às autoridades da capital regional, Awassa.

No domingo após ao ataque, alguns cultos foram cancelados porque as igrejas tinham sido muito danificadas e também porque os fiéis temiam outros ataques. Quando a equipe da Portas Abertas chegou em Alaba, reuniu todos os líderes cristãos, que compartilharam o que aconteceu. A equipe também visitou todas as igrejas afetadas e os cristãos feridos.

Comunhão fortalecida

Em meio a tantas perdas, um dos líderes disse: “Esse incidente veio para fortalecer nossa comunhão. Antes do ataque, nós não tínhamos comunhão entre as diferentes igrejas, mas esse incidente nos uniu”. Um evangelista que foi ferido, disse: “Agradeço a Deus por esse incidente, pois assim compartilhamos a vida de Jesus e dos apóstolos”. Os líderes agradeceram pela presença da Portas Abertas e disseram: “Todos experimentamos medo e desânimo, mas sua presença aqui, mais do que qualquer outra ajuda, nos ajuda a superar o medo”.

A Portas Abertas vai providenciar assistência médica e apoio alimentício aos atingidos pelo ataque. Ore por nossos irmãos que enfrentaram mais um ataque por se identificarem com Jesus. A Etiópia ocupa a 28ª posição na Lista Mundial da Perseguição e nossos irmãos contam com suas orações e apoio.

Pedidos de oração

  • Ore pelo conforto e provisão do Senhor para todos os atingidos no ataque e para que o medo seja superado pela confiança no Senhor.
  • Louve ao Senhor pelo testemunho dos cristãos fiéis de Alaba.
  • Agradeça a Deus pela visita da Portas Abertas e ore por recursos para ajudar esses irmãos e suas igrejas.

Construindo pontes
Algo a ser incentivado entre os cristãos perseguidos é o amor e o perdão aos seus agressores. A Portas Abertas desenvolve alguns projetos em países do Chifre da África, como a Etiópia, que servem como pontes entre cristãos e muçulmanos. Sua doação possibilita o desenvolvimento desses projetos.

Fonte: Portas Abertas

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