Cristãos da Rússia entram em conflito

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

17 de agosto de 2015.

 

Segundo o escritor Paul Goble, que é analista em assuntos da Rússia, há um fator preocupante que vem se desenvolvendo no país: “os cristãos ortodoxos estão ficando cada vez mais agressivos. Eles estão exigindo a construção de novas igrejas, em Moscou, e estão bloqueando algumas áreas para não perturbar o momento da oração”.

Goble escreveu que essas atitudes são cada vez mais frequentes, citando em seu artigo Dmitry Rudnyev nas publicações mensais do jornal Sovershenno Sekretno, que "cinco a dez anos atrás, o termo 'Ortodoxo Radical' seria motivo de risos. Hoje, porém, isso se tornou uma das realidades da vida religiosa russa. A questão é que, o radicalismo na igreja existe, e hoje as pessoas falam sobre isso com seriedade”.

Segundo o especialista: "A Rússia mudou. O Estado está se tornando cada vez mais nacionalista e preconceituoso, e a Igreja Ortodoxa Russa (ROC), também. A Igreja precisa da ajuda do Estado para alcançar seus objetivos e, consequentemente, usa de ‘atitudes radicais ortodoxas’ para convencer as autoridades de que a ortodoxia é uma força poderosa. Por isso, muitas vezes, os líderes religiosos fazem declarações que chegam a ofender as pessoas”.

Ele ainda destaca que esses líderes estão se expressando como forma de protecionismo confessional. “Até recentemente, a ROC era considerada pelo regime do presidente Putin, como parte integrante da nação russa, em troca do seu apoio às políticas nacionalistas de um regime chamado Russky Mir (Rússia no Poder Mundial). Agora estamos vendo que a Igreja está se afastando dos seus reais objetivos, e se tornando cada vez mais intolerante, reivindicando uma posição dominante na sociedade, da mesma forma como já fez no passado, como igreja estatal, na era do Império Russo. Até agora não houve conflito, mas é bom lembrar que existe um segredo dentro da ROC – os protestantes e os católicos são vistos como não-russos. Então, é bom que estejamos preparados para os futuros ataques dos religiosos radicais contra os cristãos não-ortodoxos”, alerta o analista.

Fonte: Portas Abertas.

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