Cristãos argelinos intercedem por eleições no país

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

16 de março de 2019.

A Argélia está passando por momentos turbulentos. Nesta semana, o atual presidente, Abdelaziz Bouteflika, de 82 anos, anunciou que não concorrerá ao quinto mandato e que as eleições presidenciais, planejadas para 18 de abril, seriam adiadas. Isso ocorreu após massivos protestos no país. Cristãos argelinos não esperam grandes mudanças depois das eleições, em abril. Desde o início do ano, cristãos de toda a Argélia começaram a orar por um bom resultado das eleições, mas quando questionados sobre o que esperam, falam apenas que querem que as coisas melhorem.

O presidente, nascido em 2 de março de 1937, chegou a o poder em 1999. Ele era candidato pelo partido governante Frente de Libertação Nacional (FLN), que está no poder na Argélia desde a independência do país da França, em 1962. Bouteflika estava com a saúde frágil e, depois de sua reeleição em 2014, raramente é visto em público já que sofreu um derrame em 2013. Críticos às vezes o chamam de “presidente fantasma” e questionam quem realmente comanda o país. Apesar da saúde do presidente, todos esperavam que ele vencesse as eleições e começasse o quinto mandato, já que a oposição na Argélia é fraca e dividida.

Um novo mandato de Bouteflika era visto como importante para manter a estabilidade do país. Apesar de estar bem idoso, ele é popular no país por seu papel no final da guerra civil nos anos 1990, dando anistia a antigos combatentes islâmicos. Depois do anúncio, inesperadamente, protestos começaram em cidades argelinas. As pessoas foram para as ruas pedindo por uma mudança no país.

Crescimento da igreja
Apesar da Argélia ser – de acordo com o artigo 2 de sua constituição – um país islâmico, sob o governo de Bouteflika a igreja protestante continuou crescendo. A pressão sobre a igreja também cresceu, especialmente desde a lei de 2006, que regula a adoração não islâmica. Nos últimos anos, a igreja argelina enfrentou o fechamento de muitas igrejas, enquanto pastores e outros envolvidos com a igreja foram interrogados.

Além dos principais membros estrangeiros da igreja católica, há entre 30 e 35 mil protestantes, a maioria deles sendo a primeira geração de cristãos ex-muçulmanos. Mas, de acordo com fontes no país, o número de cristãos secretos ou isolados chega a outros 30 ou 35 mil. O país está na 22ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2019, que mostra os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.

Pedidos de oração

  • Ore em favor das eleições que ocorrerão na Argélia.
  • Peça para que o melhor candidato assuma o poder no país.
  • Interceda para que a situação melhore para os cristãos na nova gestão.

Fonte: Portas Abertas

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