Cristão multado por carregar chaveiros de cruz

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

19 de maio de 2018.

 

Um tribunal da Argélia retirou a pena de prisão de um cristão condenado por carregar uma Bíblia e outros materiais cristãos. Idir Hamdad, de 29 anos, foi condenado em 28 de setembro de 2017, em sua ausência, a seis meses de prisão e a pagar uma multa de 20 mil dinares argelinos (cerca de 650 reais). Ele só ficou sabendo da condenação cinco meses depois.

No último dia 3 de maio, um outro tribunal derrubou a pena de prisão, mas manteve a multa por “importar produtos sem licença”. O advogado de Hamdad, Nadjib Sadek, disse que esperava que as condenações fossem retiradas. Ele chamou o veredito de “ridículo” e disse que iria apelar. “Condenar um cristão por carregar cerca de 20 chaveiros, dos quais quatro ou cinco com cruzes, e cinco echarpes, é uma aberração em vista do artigo 365 do código de imigração. Esses objetos não requerem autorização para importação nem são caros”, afirmou o advogado.

Hamdad estava voltando de um treinamento no exterior em abril de 2016 quando foi parado no aeroporto da capital Argel por oficias da imigração, que vasculharam sua bagagem e encontraram a Bíblia, os chaveiros em formato de cruz e outros livros cristãos. Após ficar oito horas detido e ter todo o material encontrado em sua mala confiscado, o cristão foi liberado a 100 km de sua casa. Após esse incidente, ele seguiu sua vida normal. Porém, agora, quase dois anos depois, descobriu que seu caso havia voltado à tona.

Igrejas e cristãos têm enfrentado crescente intimidação nos últimos meses, levantando a suspeita de que essa pressão sinalize “uma campanha coordenada de intensificação de ações contra cristãos pelas autoridades do governo”, de acordo com o grupo de advocacia cristã Middle East Concern. Há vários casos semelhantes a esses nos últimos anos que estão congelados. Entre os cristãos, há a preocupação de que esses casos voltem à tona agora.

Fonte: Portas Abertas

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