Cristão é morto a tiros no norte do Sinai

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

17 de janeiro de 2018.

No último sábado, o cristão Bassem, de 27 anos, voltava para casa após o trabalho, em Alarixe, capital da província do norte do Sinai, no Egito, quando foi abordado por três homens armados. Ele estava com seu irmão, Osama, e seu vizinho, Mohamed. Osama conta que quando eles se aproximaram, pensou que fossem policiais, pois estavam sem máscara. “Eles pediram para Bassem mostrar seu pulso direito e, quando viram que tinham a tatuagem de uma cruz, perguntaram ‘você é cristão?’”, relata Osama.

Os homens armados fizeram o mesmo com Mohamed, mas ele não tinha tatuagem, e o liberaram. No caso de Osama, a tatuagem é em cima da mão, e não no pulso, então eles não viram, porque ficou escondida sob a manga de sua camisa. No Egito, é muito comum que os cristãos tenham uma pequena cruz tatuada no pulso ou em algum lugar da mão. “Eles deram dois tiros no chão perto das minhas pernas e me falaram para sair”, relata Osama. Mas no caso de seu irmão Bassem, quando respondeu que era cristão, eles atiraram em sua cabeça.

Perseguição a cristãos é comum na região

Quando um amigo de Bassem, Milad, soube do ocorrido, ligou para o celular do amigo. “Os terroristas atenderam, disseram que pertenciam à Província do Sinai (grupo ligado ao Estado Islâmico) e prometeram matar mais cristãos”, diz Milad. Após uma sequência de assassinatos em Alarixe ano passado, muitas famílias se mudaram para as cidades de Ismailia ou Suez. Em março do ano passado foi estimado que 70% das 160 famílias cristãs de Alarixe deixaram a cidade.

Cerca de um ano atrás, o presidente Abdel Fattah El-Sisi ordenou seu governo a “tomar todas as medidas necessárias” para ajudar a restabelecer os cristãos que estavam fugindo do Norte do Sinai. No entanto, os ataques contra cristãos continuaram e eles não acreditam que o governo possa protegê-los. “A esperança e o sonho de um dia voltarmos para nossas casas em Alarixe se tornou ainda mais difícil após este incidente”, afirma Milad, que também se deslocou para Ismailia.

Quanto ao amigo Bassem, Milad diz: “Ele não renunciou a fé e não negou a Jesus Cristo; ele não temeu a morte. Na verdade, ele não morreu, mas ganhou a verdadeira vida no céu, com Jesus”. Ore pela família enlutada e pela Igreja Perseguida no Egito.

Fonte: Portas Abertas

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