Cristão é liberto após um ano e meio na prisão

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

06 de abril de 2018.

Slimane Bouhafs passou o último ano e meio na prisão na Argélia por ter insultado o islamismo e seu profeta, Maomé. “Finalmente, deixaram meu pai voltar para nós”, anunciou sua filha, Tilelli, numa rede social no sábado de Páscoa. Tilelli e a mãe estavam a caminho da penitenciária para visitá-lo quando receberam a ligação dele dizendo que havia sido libertado. Elas o pediram para esperar até chegarem, então o pegaram e viajaram com ele de volta para casa.

O jornal argelino El Watan (A nação) informou que Bouhafs afirmou: “Estou muito alegre por estar de volta à minha família, que sofreu muito. Eu enfrentei uma terrível injustiça, eu não ofendi ninguém, não matei ninguém. Eu fui privado da minha liberdade injustamente”. Ele acrescentou ainda que viu coisas insuportáveis na prisão e agradeceu às pessoas do mundo inteiro que enviaram cartas de apoio.

Bouhafs é um cristão ex-muçulmano que foi preso em 31 de julho de 2016 por postar nas redes sociais uma mensagem sobre a luz de Jesus desfazendo a “mentira” do islamismo e seu profeta. Ele também publicou fotos mostrando um civil sendo executado por extremistas islâmicos. Ele foi condenado por insultar o islã, a religião do estado na Argélia. A pena para esse tipo de ofensa é de três a cinco anos na cadeia, além de uma multa de alto valor. Inicialmente, o cristão havia recebido uma pena de cinco anos, que depois foi reduzida.

Na prisão, Bouhafs foi agredido por causa da fé cristã

Durante o cumprimento da pena, Bouhafs foi enviado a três penitenciárias diferentes. Também teve problemas de saúde relacionados a reumatismo, que piora em situações de stress e requer uma dieta especial. Ele também relatou que passou por agressão dos outros prisioneiros por causa da fé cristã. Em outubro de 2016, uma multidão se reuniu em protesto na cidade de Tizi Ouzou para exigir que ele tivesse acesso a tratamento médico

Os manifestantes também pediram uma mudança na lei que pune qualquer pessoa que se considere ter insultado o profeta Maomé. Em maio de 2017, a Liga Argelina de Direitos Humanos (LADDH) organizou um rali em apoio a Bouhafs no centro da cidade de Bugia. A condenação do cristão foi vista por alguns como um meio de silenciá-lo por causa de seu ativismo político. Ele pertence a um movimento pela autonomia da região da Cabília, um grupo separatista não tolerado pelo governo.

Fonte: Portas Abertas

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