Cristão detido por carregar garrafa de água durante o ramadã

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

15 de junho de 2018.

 

Hoje termina o Ramadã, o mês do jejum muçulmano, em muitos países. Como os islâmicos seguem o calendário lunar, a data pode ser alterada para um ou dois dias a mais ou a menos de acordo com a localização do país. Esse é um tempo especialmente difícil para os cristãos que vivem em países de maioria muçulmana. No Egito, foram registrados três incidentes de agressão a cristãos durante o período este ano.

Um dos incidentes aconteceu quando o fotógrafo egípcio Hani Shamshoun Girgis, de 31 anos, estava na estação de trem no dia 5 de junho a caminho do jornal Tahrir, onde trabalha. Um policial se aproximou e pediu sua carteira de identidade. Quando viu que Girgis era cristão (o que está especificado no documento de identidade dos egípcios), começou a revistar sua bolsa e achou uma garrafa de água. Girgis foi, então, levado à delegacia após ser insultado.

Na delegacia, eles confirmaram que ele foi preso por causa da garrafa de água encontrada em sua bolsa. O editor do jornal onde Girgis trabalha teve que comparecer à delegacia para que ele fosse solto. “Eu fiquei na delegacia mais de duas horas, e me trataram de forma muito humilhante. No trabalho eu não como nem bebo na frente dos meus colegas muçulmanos como um sinal de respeito”, afirmou o fotógrafo.

Dois cristãos agredidos por beber durante Ramadã

Em 6 de junho, o agricultor Adel Ayoub, 52, do vilarejo de Beni Ibrahim estava bebendo água quando foi abordado por um grupo de rapazes muçulmanos. Quando disse que estava bebendo água porque era cristão, os rapazes começaram a bater nele até o ponto de quase desmaiar. Após o ataque, ele ligou para o filho, que o levou para casa.

O terceiro incidente ocorreu em Helwan, no grande Cairo, em 1 de junho, quando um motorista foi atacado por estar tomando chá dentro de um micro-ônibus. Uma testemunha ocular diz que viu os homens quebrarem as janelas do veículo e ferir o motorista com pedaços de vidro. “Tinha uma tatuagem de cruz no seu pulso direito”, afirma a testemunha.

Um centro de pesquisa islâmica do Egito declarou em 2016 que comer ou beber durante as horas de jejum do Ramadã “não é parte da liberdade individual das pessoas”, mas uma agressão contra o islã. Os cristãos não devem comer ou beber em público em sinal de respeito. Ore pelos cristãos em países muçulmanos, para que tenham sabedoria, graça e amor para alcançar os muçulmanos com a palavra da verdade. E interceda também pelo Egito, país que ocupa a 17ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2018.

Fonte: Portas Abertas

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