Crianças refugiadas compartilham como é o seu dia a dia

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

18 de abril de 2015.

Quando Maryam, de 8 anos de idade, descreve seu dia, ela soa como a maioria das crianças no Brasil: "Eu vou para a escola de manhã cedo e, à tarde, eu brinco com meus amigos." Mas a infância de Maryam está longe de ser normal. No ano passado, sua família foi obrigada a fugir de sua casa em Mossul após a invasão de militantes do Estado Islâmico

Ao ser questionada sobre os dias em que sua família esteve em fuga, tudo o que Maryam consegue responder é: "Eu chorei."

Agora, ela e sua família vivem como refugiados, no pátio de uma igreja em Erbil. As caravanas chegaram apenas há algumas semanas; antes eles estavam vivendo em tendas impermeáveis. O espaço que cada família tem para morar é pequeno e contém apenas duas camas e uma pequena cozinha. Mas é quente, graças ao aquecedor no chão.

Quando colaboradores da Portas Abertas perguntaram a Maryam onde ela dorme, ela apontou para um lugar perto do aquecedor: "Ao lado de minha mãe."

"Eu quero que elas tenham uma vida sem nenhuma guerra”
Daniel é um líder de igreja que está cuidando das crianças no campo de refugiados. Há cerca de 200 crianças, como Maryam, desde bebês que nascem no campo até jovens de 16 anos.

Ele lembra como as crianças eram quando chegaram ao acampamento: "Elas eram tão agressivas quando chegaram aqui; ouviram que eu tinha comprado brinquedos para elas e colocado em um espaço que chamamos de ‘Amigo da criança’, mas, quando voltei, vi que tinha quebrado todos os brinquedos. Elas estavam com raiva de tudo e também estavam com raiva de Deus.”

Daniel explicou como seus pais ficaram traumatizados com o que tinha acontecido, o que também afetou os filhos. "As crianças iam para as suas tendas e viam suas mães chorando e seus pais gritando."

Daniel sabe como é crescer cercado pela guerra. Ele nasceu nos dias da Guerra do Golfo e os Estados Unidos invadiram o Iraque durante a sua adolescência. "Desde quando eu nasci até agora, tudo o que eu conheço é guerra, guerra, guerra. Espero que essas crianças não tenham de passar pelo mesmo que eu passei, eu quero que elas tenham uma nova vida, uma vida sem guerras e sem armas. Elas precisam de paz.”

 “Nós precisamos escutá-las”
Graças ao apoio de parceiros ao redor do mundo, a Portas Abertas atua com parceiros locais no Iraque para treinar líderes como Daniel no atendimento às pessoas com trauma. Ele agora se sente mais capaz de avaliar as necessidades das crianças com quem trabalha. Ele diz: "Você sabe, nós costumávamos só falar, falar, falar; mas ninguém dava ouvidos às crianças. Mesmo que tivessem todas essas lembranças e emoções armazenadas dentro delas, no treinamento eu percebi que elas precisam deixar isso sair; nós precisamos escutá-las.”

A Portas Abertas também trabalha através de parceiros locais para ajudar Daniel a criar um espaço adequado para crianças no acampamento. Maryam é uma das crianças atendidas por ele. Daniel mostrou aos colaboradores da Portas Abertas que visitaram o local uma parede decorada com corações. "Maryam que fez isso. Temos muitas aulas criativas para ajudar as crianças a expressarem seus sentimentos de uma forma diferente.”

Você também pode nos ajudar a manter a igreja viva no Iraque. Sabia mais.

Fonte: Portas Abertas.

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