Coreia do Norte admite campos de concentração para cristãos

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

10 de outubro de 2014.

 

De acordo o oficial, esses locais de detenção são onde as pessoas "verificam a sua ideologia e refletem sobre seus atos imorais." Até agora, essa foi a única resposta ao relatório elaborado há meses pela ONU com denúncias de execuções, desaparecimentos e tortura no país. O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas constatou violações "sérias, generalizadas e sistemáticas" na Coreia do Norte e documentou a crueldade a que foram submetidos mais de 24 milhões de pessoas.

Para especialistas da ONU, o reconhecimento desses campos de concentração por parte do governo norte-coreano é um avanço na luta para acabar com a repressão do regime. Imagens capturadas por imagens de satélite confirmam a existência de grandes extensões de terra, conhecidas como "Zonas de Controle", onde milhares de pessoas estariam presas por motivos políticos ou ideológicos. A maioria dos que entram, nunca consegue sair.

Os campos de concentração na Coreia do Norte são um dos maiores mistérios do sistema repressivo do país. Eles teriam sido criados nos anos 1960 por Kim Il-Sung, fundador da nação, expandido por seu filho Kim Jong-il e mantido por seu neto e atual líder, Kim Jong-un. No total, há 16 campos, seis deles dedicados exclusivamente a presos políticos. Especialistas estimam que de 120 a 200 mil pessoas encontram-se nesses locais. Dessas, estima-se que de 50 a 70 mil cristãos sofram diariamente nos vários campos de trabalho forçado espalhados pelo país.

Apesar da forte segurança, alguns prisioneiros arriscam suas vidas para escapar dos campos e, através de seus depoimentos, é possível conhecer algumas das atrocidades que lá ocorrem: todos os tipos de tortura física e psicológica, testes de armas químicas nos internos e trabalho forçado.

Pelo 12º ano consecutivo, a Coreia do Norte é o local onde a perseguição cristã é mais extrema. A adoração ao líder Kim Jong-Un e seus antecessores não deixa espaço para nenhuma outra religião. Os cristãos enfrentam uma pressão extrema em todas as esferas da vida.

Fonte: Portas Abertas.

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