Combatentes do EI vendem cristãs para serem escravas sexuais

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

12 de setembro de 2014.

 

Os combatentes do Estado Islâmico (EI), que atuam no Iraque e na Síria, raptaram para escravatura sexual milhares de mulheres capturadas por eles como troféus vivos. As prisioneiras são colocadas numa espécie de bordéis e são obrigadas a servir os combatentes. Jornalistas britânicos descobriram que alguns desses bordéis são dirigidos por mulheres muçulmanas com passaportes europeus.

A ativista dos direitos humanos iraquiana Hana Edward contou à Voz da Rússia pormenores dessa história:

– A mídia divulgou que os combatentes do EI escravizam mulheres no Iraque para serem vendidas. Até que ponto essas notícias são credíveis?

– Essas notícias surgiram logo após a conquista de Mossul. Eles raptam jovens e meninas adolescentes, principalmente cristãs e yazidis. Pouco depois se soube que elas são vendidas como escravas. Nós tentamos registrar oficialmente casos de tráfico de escravas, mas esse processo não ocorre abertamente na rua. Geralmente as vendas são feitas dentro do próprio EI, os cabecilhas vendem as mulheres raptadas aos combatentes. Mas também acontece venderem-nas a alguém de fora que queira pagar. Se sabe, nomeadamente, que os habitantes de Mossul conseguiram liberar algumas meninas, que tinham sido feitas escravas, resgatando-as aos extremistas.

Depois disso surge outro problema: a reabilitação das moças liberadas. A maioria delas foi sujeita a violência sexual. Uma menina, por exemplo, contou que a cada 18 dias ela era “casada” com um combatente diferente. Muitas das meninas que regressaram a casa eram mortas por seus próprios pais, porque depois de estupradas elas são consideradas uma desonra para a família. Nós trabalhamos para destruir esses estereótipos e evitar casos semelhantes.

– Onde se encontram as mulheres raptadas?

– Segundo as últimas informações, uma grande quantidade de reféns foi colocada na prisão de Badush. Algumas estão em al-Baaj, perto da fronteira com a Síria. Algumas foram levadas para a Síria, para a província de Raqqa ocupada pelos extremistas. Em geral, as informações são bastante vagas, porque os militantes, quando são atacados, retiram juntamente com as prisioneiras, porque elas podem vir a ser usadas para chantagem ou trocadas por terroristas capturados.

– Existe alguma informação sobre crianças raptadas nas regiões controladas por esses combatentes?

– Os meninos a partir dos 14 anos de idade são recrutados e treinados para combater. Dessa forma suas mentes ficam mutiladas, porque cadáveres em decomposição, corpos destroçados e feridos não são um bom espetáculo para uma mente ainda frágil. As crianças são quem mais sofre com os atuais acontecimentos. Soubemos, por exemplo, sobre o que aconteceu com uma menina pequena chamada Cristina. Há algum tempo ela foi raptada pelos combatentes e neste momento permanece em cativeiro. Os pais tentam liberá-la, mas por enquanto sem sucesso. Imagine o horror que sente uma menina pequena!

Os extremistas ainda tomam aquilo que chamam de medidas educativas. Eles podem pegar um adolescente que foi, por exemplo, pego fumando e partirem seus dedos diante de todos (nos territórios ocupados pelo EI é proibido fumar – N.R.). As crianças testemunham tratamentos bárbaros infligidos a outras crianças. A crueldade ou deforma suas consciências ou traumatiza-as.

Fonte: Rádio Voz da Rússia.

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