Com conflito, famílias cristãs são deslocadas novamente

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

30 de outubro de 2017.

Curdos e iraquianos lutam pelo controle da planície de Nínive, uma região historicamente cristã

O combate entre forças iraquianas e curdas, iniciado na última terça-feira, 24 de outubro, obrigou centenas de famílias a fugir, deixando novamente sua terra natal e voltando para campos de refugiados. Cerca de 900 famílias deixaram a cidade de Telskuf e aldeias vizinhas, na planície de Nínive, para buscar refúgio em Al Qosh e Dohuk, mais ao norte do país. 

As forças do governo iraquiano continuam a pressionar as forças curdas pelo controle da região, que os curdos ajudaram a libertar do Estado Islâmico no ano passado. Uma fonte local diz: “De um lado, temos os curdos reivindicando um território que não é deles; do outro, os iraquianos reivindicam um território que não lhes pertence; e temos os cristãos, de quem o território é legitimamente, sendo usados como um efeito colateral aceitável”. 

Um líder cristão local, Salar Kajo, se recusou a sair da cidade e pediu ajuda. Ele havia sido avisado pelo exército iraquiano que todos deveriam deixar a cidade. Foi, então, que enviou as famílias, mas ele mesmo não saiu. Alguns jovens que trabalham com o líder permaneceram com ele. Os cristãos já estavam em alerta, prevendo possibilidade de novos conflitos, desde o referendo, quando curdos votaram majoritariamente pela independência do Curdistão. 

O irmão Poulos, um dos líderes religiosos em Bashiqa, havia testemunhado sua alegria em ver o exército curdo se retirar e o exército iraquiano assumir o poder da região. Agora, diz que passou a noite sem dormir e que as pessoas estavam com muito medo. “Meu telefone não parava de tocar, e eu simplesmente tentava consolar as pessoas”, relata. O líder estava junto com as cerca de 200 famílias que haviam retornado a Bashiqa alguns meses atrás. Agora estão deslocados novamente, de volta aos trailers no acampamento para refugiados.

Fonte: Portas Abertas

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