Camarões: “Temos que ganhar nosso próprio dinheiro, como o apóstolo Paulo

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

21 de março de 2017.

 

Os treinamentos da Portas Abertas ajudaram a igreja a crescer, tanto econômica quanto espiritualmente; muitos testemunharam os progressos

Embora o país não esteja na Lista Mundial da Perseguição, Camarões faz fronteira com Nigéria (12º) e República Centro-Africana (34º), países que enfrentam a perseguição severa e alta, respectivamente. Os camaronenses já sentem o impacto da violência contra o cristianismo há muito tempo, através de diversos ataques. Só em 2013, dezenas de templos cristãos foram fechados pelo governo. Outro problema enfrentado em determinadas regiões é a falta de união entre as denominações, causada por alguns fatores específicos, como no caso da igreja em Adamawa, onde a maioria das atividades comerciais é controlada pelos islâmicos. 

A fragilidade econômica estava dominando a igreja local, como mostra a matéria Cristãos aprendem a lidar com pressão islâmica. Com o apoio da Portas Abertas, porém, seis comunidades cristãs foram auxiliadas a criar projetos econômicos. Um deles foi do líder Salomon* que iniciou um pequeno negócio de porcos. No início, ele tinha apenas quatro animais e, rapidamente, esse número dobrou, depois redobrou. “Isso é apenas o começo, pois o primeiro ano é considerado investimento”, disse o negociante cristão que tem alguns sócios de diferentes denominações, embora ele seja um dos principais cuidadores do comércio. Salomon e Ferdinand*, sócio e também líder cristão, estão convencidos de que o projeto dará bons frutos.

No total, seis igrejas participam do projeto. “Isso melhorou a nossa união, agora nos reunimos além dos encontros que a Portas Abertas nos oferece. Trabalhamos e oramos juntos também”, comenta Ferdinand. Este é apenas um bom exemplo, mas há outros projetos em andamento que vão beneficiar a igreja dessa região. Além disso, alguns irmãos se arriscaram em abrir lojas, iniciaram negócios em fazendas comunitárias para o cultivo de milho, soja e feijão, entre outros alimentos.

Alguns decidiram criar cabras e, independente do tipo de trabalho, os treinamentos da Portas Abertas ajudaram a igreja a crescer, tanto econômica quanto espiritualmente. Muitos testemunharam os progressos. “Temos que ganhar nosso próprio dinheiro, como o apóstolo Paulo fez, caso contrário, como poderemos cuidar das viúvas e dos órfãos se não estivermos preparados?”, alertou um dos participantes. Ele explicou que as dificuldades financeiras eram o motivo de muitas intrigas entre os membros de diferentes igrejas. “Somos gratos a Deus e a Portas Abertas. Esse dinheiro vai nos ajudar a sustentar nossas famílias, mas também teremos a oportunidade de apoiar os trabalhos da igreja”, conclui Salomon.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

Fonte: Portas Abertas

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