Asia Bibi vai morar no Canadá

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

01 de fevereiro de 2019.

Asia Bibi, uma cristã que passou oito anos no corredor da morte no Paquistão, será recebida em uma pequena cidade do Canadá, onde estará novamente com o marido, as duas filhas e a família que as ajudou e protegeu em Lahore. A localização das filhas de Asia e dos amigos da família deve permanecer secreta ainda, de acordo com um bispo canadense que trabalhou para trazer Asia ao Canadá, informou o semanal The Catholic Register.

“É realmente uma questão de vida ou morte. Há possibilidades de um grupo islâmico militante vir atrás dela aqui”, afirmou o líder cristão. Em 29 de janeiro, a Suprema Corte do Paquistão rejeitou a tentativa final de um novo julgamento para Asia Bibi quanto às acusações de blasfêmia provenientes de uma discussão em 2009 entre Asia e colegas de trabalho. Sob as leis paquistanesas, insultar o profeta Maomé é um crime capital.

John Pontifex, da Ajuda à Igreja que Sofre, disse que foram “quase 10 anos de processo. Desde que foi acusada pela primeira vez, ela nunca hesitou de que a verdade um dia seria provada. Para todos que esperavam vê-la exonerada, ontem foi um dia de celebração. Agora, finalmente, ela pode recuperar sua liberdade e recomeçar sua vida, reunida com a família”.

Com a decisão da corte paquistanesa, o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau revelou que o país ofereceu asilo a Asia e ao marido, Ashiq Masih, e que a proposta foi aceita. As filhas do casal, de 18 e 19 anos, já estão no Canadá desde antes do Natal, com uma família amiga, disse o The Catholic Register. Segundo o bispo, se Asia escolher assumir uma nova identidade e se estabelecer em uma localização desconhecida, a mídia deve dar esta oportunidade. O líder pediu ainda para permanecer anônimo, para que possíveis assassinos não procurem por Asia em sua igreja.

Reações no Paquistão
Nos dois meses após a corte paquistanesa tornar sua decisão pública, em 31 de outubro, as filhas de Asia e amigos da família se mudaram três vezes para vários lugares secretos no Paquistão, enquanto seguidores de Khadim Hussain Rizvi os procuravam de casa em casa para matá-los.

O partido de Rizvi, Tehreek-e-Labbaik, questionou a absolvição de outubro. Depois do anúncio que a Suprema Corte paquistanesa absolveu Asia, Rizvi anunciou uma fátua (pronunciamento legal emitido por especialista em lei religiosa) que colocou um preço pela cabeça dos juízes que ouviram o caso, vários ministros do governo e o primeiro-ministro Imran Khan. A polícia paquistanesa e forças de segurança prenderam mais de 3 mil militantes em um esforço de proteger Asia, de acordo com Bhatti.

Fonte: Portas Abertas

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