Argélia: 15 dias para decidir entre o cristianismo e o islamismo

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

01 de abril de 2016.

 

Este foi o prazo que o pai de uma jovem cristã deu para que ela decidisse sobre seu posicionamento religioso.

A intolerância religiosa se manifesta de muitas maneiras no norte de África. A oposição à abertura de igrejas em algumas áreas, o ostracismo (isolamento ou exclusão), rejeição familiar, a intimidação e ameaças de radicais islâmicos, difamação e desrespeito, além da enorme pressão no trabalho. Todas estas são formas de perseguição enfrentadas por cristãos. Todos os países norte-africanos têm uma maioria muçulmana, e em quase todos eles a religião oficial é o islã. A história que você vai ler agora é de uma cristã da Argélia, chamada Nedjma*. Ela foi ameaçada pelo próprio pai por ter se convertido ao cristianismo. "Um dia meu pai disse: ‘vou dar-lhe 15 dias para abandonar sua fé cristã. Se você não abandonar, não será mais minha filha e deixará de fazer parte dessa família’. Estas palavras foram um golpe muito duro para mim. Eu sempre tive um ótimo relacionamento com todos os meus familiares e meu pai estava dizendo que não haveria mais nenhum contato físico entre nós", conta a cristã.

"Meu pai é profundamente enraizado na versão radical do islã e tem ideias salafistas, então ele jamais vai aceitar minha escolha, por isso mantive minha conversão em segredo por vários anos, até ele descobrir. No Oriente Médio, os laços familiares são importantíssimos", diz Nedjma. Quando ela foi descoberta, já estava casada com um cristão chamado Rafik*. "Meu pai nunca soube muitas coisas sobre meu marido e só veio desconfiar no dia em que pediu para Rafik fazer uma oração islâmica com ele. Naquele momento, ele foi obrigado a revelar sua verdadeira identidade. Foi um momento de tensão, pois sempre tivemos conversas muito evasivas com meu pai quando o assunto era religião, evitávamos discussões e saíamos de perto. Mas quando meu pai pediu para ele orar, então teve que explicar que só orava de acordo com a Bíblia, em nome de Jesus. Foi quando ele virou para mim e perguntou: E você? Também é uma cristã agora? Quando eu disse que sim, meu pai foi embora furioso", lembra ela.

Fazendo parte de um movimento salafista, que é uma linha ultraconservadora dentro do islamismo sunita, o pai de Nedjma falou sério sobre o tempo que deu para a filha tomar uma decisão. Embora ele não a tenha ameaçado de morte, ele seguirá os conselhos do Imã (autoridade religiosa dentro do islamismo), e com certeza o casal sofrerá as consequências. Mas eles já tomaram a decisão de seguir os caminhos de Cristo e se disseram dispostos a pagar o preço. "Depois que meu pai deixou nossa casa, só voltou dois dias depois para explicar o que significa ser um apóstata para o islã. Desde então eu tenho sido rejeitada por ele e por toda minha família. Não tem sido fácil e somente um milagre poderá mudar essa situação. Nunca vamos abandonar Jesus, pois foi ele quem nos deu a vida e a salvação. Vamos permanecer fiéis a ele.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

Pedidos de oração

  • Ore por Nedjma e Rafik, para que permaneçam firmes na fé em Cristo, apesar dos desafios que enfrentarão daqui para frente.
  • Peça a Deus para que o coração do pai dela seja alcançado pelo amor de Jesus e que aconteça o milagre que Nedjma tanto espera.
  • Ore por todos os cristãos perseguidos da Argélia, que enfrentam situações semelhantes, para que sempre encontrem estratégias para continuar a pregar o evangelho naquele país.

 

Fonte: Portas Abertas.

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