Amor e não ódio pelos muçulmanos no Paquistão

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

18 de dezembro de 2014.

 

“Se os muçulmanos encontram um cristão sincero, eles querem ouvi-lo. Tenho tido essa experiência com frequência. Converso com eles e até oro com eles. No Paquistão, tive permissão para pregar o evangelho da cruz, do perdão, em estádios cheios. Eles têm fome disso. Não os vejo como terroristas, mas como homens. Por isso vou até eles.”

A edição de outubro de 2001 da revista C.V. Koers, da Igreja Reformada Holandesa, publicou uma longa entrevista do jornalista Ronald Westerbeek com o internacionalmente conhecido Irmão André, fundador e presidente emérito da Missão Portas Abertas. Embora a entrevista tenha sido realizada há tantos anos, o assunto está nas manchetes dos grandes jornais, hoje.

Irmão André

“Não é correta a acusação de que o islamismo é uma religião belicosa. Os muçulmanos, como seres humanos, são amantes da paz e eu os amo muito. Em meus sermões, sempre digo que precisamos aprender a soletrar a palavra islam, como acróstico de I Sincerely Love All Muslins (eu sinceramente amo todos os muçulmanos).

Estou absolutamente certo de que haverá um conflito entre o mundo islâmico e o Ocidente. E isso não vai acabar em 25 ou 50 anos. Vai durar o século todo. Entramos no novo século de modo dramático e temo que isso seja um presságio. Se os culpados dos ataques de 11 de setembro forem apanhados ou não, a questão não se encerra aí. É a escalada de um conflito que está em andamento há muito tempo e pelo qual temos de nos responsabilizar.

Trata-se de um conflito religioso. O islamismo é uma religião triunfante. De acordo com a escatologia islâmica, o islamismo conquistará e governará o mundo no fim dos tempos. Eles acreditam que esse tempo começou agora. Entendem que o cristianismo caiu no sono e tornou-se imoral. Em grande parte, eles estão certos. Os muçulmanos pensam que são a resposta, os salvadores da religião. Esse é o grande conflito do momento.

Penso na Turquia, onde tenho pregado muito. Nos primeiros séculos, esse país era cristão. Depois, perdeu a fé. Do ponto de vista espiritual, a Turquia é um país em trevas. O mesmo é verdade para o Norte da África, antes parcialmente cristão e, agora, campo missionário dos mais difíceis. Isso é o retorno da posse. Não me preocupo quando os muçulmanos compram um templo cristão aqui na Holanda e o transformam numa mesquita. O que me preocupa é o que aconteceu antes: o esvaziamento da igreja.

Não temo os muçulmanos. É fácil vê-los como inimigos, quer vivam no Afeganistão, quer vivam aqui entre nós, na Holanda. Mas se não fizermos amizade com eles nunca poderemos mostrar-lhes o evangelho. O muçulmano não é meu inimigo. Ele é um ser humano e Deus o ama. É com esse fato que tenho de trabalhar. Moro na cidade cristã de Harderwijk, onde já existem três mesquitas. Às sextas-feiras, ouvimos o chamado à oração. Não sei se temos em Harderwijk holandeses cristãos que cumprimentem um muçulmano na rua ou o convidem para tomar um café. Isso me preocupa. O problema não é que muitos muçulmanos estejam entrando em nosso país. O terrível é que os estamos ignorando e deixando de lhes mostrar o evangelho. Estive numa igreja rica no centro de um bairro muçulmano pobre na Indonésia, onde muitas igrejas cristãs têm sido incendiadas por muçulmanos fanáticos. Já que havia muitos médicos naquela igreja, propus-lhes que abrissem uma clínica para atender de graça os muçulmanos pobres. Minha sugestão foi acatada e o templo deles nunca foi incendiado.

Estou triste e muito pessimista com a vida espiritual da Holanda. Nossa fé no Senhor ressuscitado não está suficientemente firme. Nosso bem-estar material tem nos tornado fracos espiritualmente. O capitalismo tem matado mais cristãos do que o comunismo e o islamismo juntos. Estamos tão ligados ao nosso bem-estar e às nossas falsas convicções que muitos têm perdido a fé. Nossa consciência missionária tem sido abalada, muito embora o evangelho seja exclusivo. Não existe outro nome dado entre os homens pelo qual possamos ser salvos, além do nome de Jesus. Como cristãos reformados, sempre fizemos essa confissão. Agora estamos perdendo o zelo missionário.

Tenho me encontrado com líderes muçulmanos fundamentalistas e jovens que chamamos de terroristas muçulmanos. Estive recentemente com os líderes do Jihad Islâmico. Como estavam abertos ao que eu tinha a lhes dizer! Inconcebível! Estamos falando mal daqueles terroristas suicidas e isso é compreensível. Mas por que não vamos até eles com o evangelho? Não sei quantos daqueles jovens não cometeram suicídio devido ao fato de eu ter compartilhado as boas novas com eles. Espero que sejam muitos. Sei também que alguns que me ouviram não desistiram de seus planos suicidas. Não tenho essa influência toda. Lá eu sou apenas uma pequena voz.”

Fonte: Portas Abertas.

voltar para Perseguições

fwR fsN tsY show center|left tsN fwR|show fwR center|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 bsd|b01 c05 bsd|login news fwR uppercase b01 bsd|tsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase|content-inner||