A perseguição religiosa no Sudão

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

26 de junho de 2017.

 

Condenada à morte por apostasia, no Sudão, Meriam Ibrahim só foi libertada pelo governo depois de intensa pressão da comunidade internacional. Em 2014, as autoridades a acusaram de "adultério" por ter se casado com um homem que não era muçulmano. A Anistia Internacional a considerou como "prisioneira de consciência" por ter sido negado a ela a liberdade de religião.

A cristã chegou a dar à luz no corredor da morte e só não foi executada porque tinha o direito de amamentar seu filho durante dois anos. Casos como esses são comuns no Sudão, o 5º país na atual Lista Mundial da Perseguição. Para a nação, aqueles que seguem a Cristo são considerados criminosos. Agora Meriam vive com o marido nos Estados Unidos, mas, recentemente, fez sua primeira viagem ao exterior, com destino ao Parlamento Europeu para falar sobre liberdade religiosa.

Ela comentou, durante uma entrevista, que a comunidade cristã no Sudão tem enfrentado muita perseguição, começando pela demolição de igrejas e que as manifestações dos líderes cristãos sudaneses não têm sido ouvidas. "Quando a liberdade de religião é negada aos cidadãos, pela liderança de uma nação, mais cedo ou mais tarde, outros direitos humanos fundamentais terão o mesmo destino", comentou em uma reunião do Parlamento, junto com Ján Figel, um político eslovaco, responsável por promover a liberdade de religião ou crença fora da União Europeia.

"Somente uma minoria no mundo de hoje pode dizer que tem liberdade de religião ou crença e essa situação tem piorado nos últimos anos. Em 22 países ainda existe a pena de morte para a apostasia e o ato de blasfêmia é considerado crime em 40 países, sendo que em alguns a justiça chega a aplicar a pena de morte também", observa Figel. Ore por essa situação que a Igreja Perseguida tem enfrentado.

Fonte: Portas Abertas

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