A perseguição aos cristãos no Irã

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

25 de fevereiro de 2019.

No país que ocupa a 9ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019, o cristianismo é considerado uma influência ocidental condenável e uma constante ameaça à identidade islâmica da República. Isso acontece, principalmente, porque o número de cristãos está crescendo e até mesmo filhos de líderes políticos e espirituais estão se convertendo do islã ao cristianismo. O número de cristãos ex-muçulmanos também continua crescendo. Como cultos na língua local são proibidos, a maioria dos cristãos ex-muçulmanos se reúnem em igrejas domésticas informais ou recebem informações sobre a fé cristã via mídia, como TV via satélite e sites cristãos.

Em um esforço para impedir a influência ocidental, o governo limitou a velocidade da internet e proibiu a posse de antenas parabólicas. Eles dificultam o acesso a canais via satélite e sites que desaprovam, inclusive a mídia cristã. Parte de seu alvo é desacelerar o crescimento da igreja e, principalmente, sites cristãos com foco em evangelismo são bloqueados. Pessoas ativas no ministério com muçulmanos e muçulmanos interessados no cristianismo correm o risco de serem questionados e/ou presos.

Uma república islâmica xiita

O islamismo xiita é a religião oficial do Estado e as leis devem ser consistentes com a interpretação oficial da sharia (conjunto de leis islâmicas). Isso faz com que a opressão islâmica seja o principal tipo de perseguição no Irã. O zelo por manter o poder também tem como objetivo proteger os valores da Revolução Islâmica de 1979. Isso caracteriza a paranoia ditatorial, outro tipo de perseguição presente no país. Como o regime iraniano tenta expandir a influência do islamismo xiita, ele é a principal fonte de perseguição no país, pois vê os cristãos como uma séria ameaça. Embora haja relatos de pressão da família e da comunidade sobre os convertidos, a sociedade é muito menos fanática que a liderança do país em si.

Os cristãos ex-muçulmanos são o maior grupo de cristãos no país, e há ainda muitos iranianos que se convertem no exterior. O segundo maior grupo são os cristãos étnicos ou históricos, que vêm de gerações: os armênios e assírios. Eles são os únicos cristãos que são reconhecidos pelo governo e protegidos por lei, mas são tratados como cidadãos de segunda classe. Eles também são proibidos de ter contato com cristãos ex-muçulmanos ou de permitir que eles participem de seus cultos.

Os cristãos ex-muçulmanos suportam o peso da perseguição no Irã. Líderes dos seus grupos são presos, acusados e recebem penas de vários anos de prisão por “crimes contra a segurança nacional”. Por isso, são um constante pedido de oração. Não deixe de orar pela Igreja Perseguida do Irã.

Edifique a Igreja
Além de orar, você pode contribuir para que os cristãos perseguidos do Irã e outros países muçulmanos no Top 10 da Lista Mundial da Perseguição recebam treinamento. Através de cursos e discipulado, eles são preparados para permanecer firmes em Jesus apesar de toda oposição. Doe e faça parte da obra de Deus de edificar sua igreja nesses países.

Fonte: Portas Abertas

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