A perseguição aos cristãos na Eritreia

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

18 de fevereiro de 2019.

A Eritreia, país que ocupa a 7ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019, enfrenta muitos desafios, entre eles pobreza e falta de segurança. O número de refugiados eritreus na Etiópia, Sudão, Quênia e outros países indica claramente a insatisfação dos cidadãos com o atual regime e as condições de vida em seu país. Em 2018, a Eritreia assinou um tratado de paz com a Etiópia, que prevê a cooperação econômica entre os dois países.

Centenas de cristãos ainda estão em prisões na Eritreia. Eles são mantidos pelo governo sob péssimas condições, alguns em contêineres em temperaturas escaldantes. Milhares de cristãos foram detidos e presos nos últimos anos, alguns dos quais estão na prisão há mais de dez anos. A perseguição aos cristãos é extrema em todas as esferas da vida. A Comissão de Inquérito da ONU de 2016 afirmou que o governo da Eritreia tem cometido crimes contra a humanidade por mais de 25 anos. A libertação dos cristãos presos depende de eles assinarem uma declaração contrária às suas crenças. Embora no período de pesquisa da Lista Mundial da Perseguição 2019 (01 de novembro de 2017 a 31 de outubro de 2018), tenha sido relatada a soltura de 30 cristãos da prisão, não é provável que os cristãos presos sejam soltos em um curto prazo.

Os tipos de perseguição presentes no país são: paranoia ditatorial, protecionismo denominacional, opressão islâmica e corrupção e crime organizado. O regime do presidente Afewerki é sinônimo de autoritarismo e já prendeu e matou cristãos por serem considerados agentes do Ocidente e, portanto, uma ameaça ao Estado e ao governo.

Um país “dominado por medo, não pela lei”

A igreja ortodoxa da Eritreia menospreza outros tipos de cristianismo por considerá-los ilegítimos e perigosos, principalmente os grupos pentecostais. Um pesquisador do país diz: “Apesar de a razão para tal comportamento poder ser, principalmente, diferenças teológicas, o medo de perder o papel dominante da igreja ortodoxa no estilo de vida dos cidadãos por séculos tem um grande peso”.

Metade da população da Eritreia é muçulmana, sendo que a maioria dos muçulmanos reside nas terras baixas ao longo do Mar Vermelho e na fronteira com o Sudão. Eles mostram uma tendência ao radicalismo, o que significa que os cristãos dessas áreas são particularmente vulneráveis, especialmente os ex-muçulmanos. Os muçulmanos eritreus são “primeiro muçulmanos” e “eritreus em segundo lugar”. A conversão ao cristianismo é vista como uma traição à comunidade, família e à fé islâmica.

Em relação à política e ajuda externas, o regime continua sua cooperação com a China, Irã e países do Golfo e resiste à pressão de abertura ao Ocidente e ONGs ocidentais, o que inclui organizações cristãs. O regime, sem dúvida, continuará a violar os direitos humanos e assim suprimir as formas de cristianismo e islamismo que não sejam vistas como nativas, em uma tentativa de criar harmonia social. Entre outros efeitos, isso pode enfraquecer a igreja ortodoxa e sufocar os cristãos de igrejas protestantes em seus esforços de evangelizar os muçulmanos. Um relatório de 2015 da Comissão de Inquérito da ONU diz que o país está sendo “dominado por medo, não pela lei”.

Fonte: Portas Abertas

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