A perseguição aos cristãos do Sudão

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

15 de fevereiro de 2019.

Na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2019, o Sudão se classificou em 6º lugar, com 87 pontos – a mesma pontuação dos dois anos anteriores. Esse é um país onde cristãos enfrentam sérias restrições individual e coletivamente. O governo tem intensificado a demolição de igrejas e a prisão de cristãos. Esse é um dos resultados da aplicação total da sharia (conjunto de leis islâmicas) que o presidente Omar al-Bashir votou para implementar após a secessão do Sudão do Sul. O governo islâmico ditatorial continuou sua política de perseguir cristãos nas Montanhas Nuba. Apenas entre 1 de novembro de 2017 e 31 de outubro de 2018, mais de 40 cristãos foram presos e acusados.

O extremismo islâmico no país está enraizado na ideologia da Irmandade Muçulmana, defendida pelo fundador do partido que está no poder, Hassan al-Turabi, que ajudou o presidente al-Bashir a consolidar seu poder durante um golpe, em 1989. O governo sudanês não tem trabalhado apenas para formar um estado islâmico às custas de outros grupos religiosos no país, mas também é acusado de apoiar militantes islâmicos radicais nas últimas três décadas. A primeira vez que os Estados Unidos rotularam o Sudão como um Estado que financia o terrorismo, em 12 de agosto de 1993, foi por, conhecidamente, abrigar terroristas locais e internacionais e permitir que o país fosse usado como ponto de passagem para terroristas e armas. Osama Bin Laden esteve lá antes de se mudar para o Afeganistão, por exemplo.

A maioria esmagadora da população no país é muçulmana sunita. A apostasia é criminalizada, punível com pena de morte e as leis de blasfêmia são usadas em todo o país para processar cristãos. A pressão aos cristãos em quase todas as esferas da vida é muito alta - e com frequência extrema - e tem aumentado nos últimos anos. A pressão parece estar estável em um nível extremo nas esferas Igreja e Nação. Essa é uma indicação de que a perseguição no Sudão tem tipicamente a igreja como alvo, com o governo exercendo o principal papel. Também reflete as políticas restritivas e o sentimento anticristão projetado pelo governo.

A LMP 2019 mostra ainda que a média de pressão sobre os cristãos no Sudão é extremamente alta, 15,2 (de um total de 16,7). A pressão está em um nível extremo em todas as esferas e é maior na igreja, com 16,1, refletindo que o governo a coloca constantemente como alvo de diversas formas. A pontuação para violência permanece em um nível muito alto, apesar de ter caído 1,4 pontos. Apesar desta ter diminuído ao longo dos últimos cinco anos, isso ocorre devido à impossibilidade de verificar se a morte de cristãos tem sido por causa da fé. Em lugares como as Montanhas Nuba, o governo ainda comete sérias atrocidades contra civis, sendo que a maioria é cristã. Por isso, a diminuição da pontuação de violência não necessariamente leva à conclusão de que a vida cristã está melhorando no Sudão.

Edifique a igreja no Sudão
A Revista Portas Abertas deste mês apresenta o islamismo radical como principal tipo de perseguição entre os dez primeiros países da Lista Mundial da Perseguição 2019. O Sudão é um deles. Por isso, nossos irmãos precisam estar preparados para encarar a perseguição com a sabedoria do alto. Ao fazer uma doação, você permite que um cristão participe de treinamento por uma semana.

Fonte: Portas Abertas

voltar para Perseguições

fwR fsN tsY show center|left tsN fwR|show fwR center|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 bsd|b01 c05 bsd|login news fwR uppercase b01 bsd|tsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase|content-inner||