A luz não pode ser apagada

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

13 de fevereiro de 2019.

O Irã é conhecido como uma das comunidades de cristãos ex-muçulmanos com crescimento mais rápido do mundo. O restrito governo islâmico está empenhado tentando acabar com eles, e tem um pouco de sucesso. A história do antigo líder de igreja doméstica, Wahid, mostra como. “Aos domingos, temos cerca de 200 pessoas aqui”, conta Wahid, nos convidando para a igreja que ele pastoreia na Turquia: um lugar espaçoso, com um palco cheio de instrumentos. É tão diferente da igreja que pastoreava no Irã, onde a igreja não era maior do que uma sala de estar e o “grupo de louvor” não passava de um simples toca-fitas.

Ainda assim, não foi escolha de Wahid deixar seu país. Ele tinha uma boa vida, era dono de uma lavanderia. Mas por causa de sua religião, a pressão aumentou tanto que ele teve que fugir. Agora, vive na Turquia com milhares de outros refugiados. Wahid é casado e pai de um garoto de dois anos e meio. Nós conversamos sobre sua juventude. A separação dos pais o entristeceu, mas a depressão só chegou depois da morte da mãe. Ele viveu com ela a vida toda, e depois de jovem, teve que viver com o pai, que deu a ele pouco amor. Wahid cresceu como muçulmano, mas as circunstâncias da vida o fizeram desprezar Alá. Enquanto adolescente, odiava sua vida. Mas um dia, a luz foi acesa em seu caminho. Um amigo dele se converteu ao cristianismo. “Ele me falou sobre Jesus. E é difícil explicar o que aconteceu comigo. Eu diria que alguma coisa mudou em meu coração, eu senti um calor dentro de mim”, disse.

Enquanto os cristãos o aceitavam e amavam incondicionalmente, o mundo exterior era duro por causa de sua nova fé. “Meu pai me rejeitou e eu também fui recusado em um emprego porque não assinei um formulário declarando que era muçulmano”, explica. A perseguição piorou quando Wahid começou a participar de uma igreja secreta e depois se tornou líder dela. “Um dia, quando ia para a igreja, recebi uma ligação de ameaça do governo. Depois daquilo, sempre achava que estava sendo seguido e que meu telefone estava grampeado, o que não é anormal no Irã”, conta.

Perseguição do governo
A tensão aumentou, e por um ano, a igreja doméstica se dividiu em pequenos grupos de duas ou três pessoas para evitar a atenção do governo. Mas isso não ajudou. Um dia, quando se reuniram com 25 cristãos, forças de segurança entraram na casa, gritando, amaldiçoando e filmando tudo. ”Eu nunca esquecerei aquela noite. Ainda lembro das crianças chorando com medo. Foi tão difícil de ver”, compartilha. Wahid e vários outros membros da igreja acabaram na prisão. Primeiro em celas isoladas, e depois nas alas gerais superlotadas. À noite, eles dormiam como livros em uma prateleira, mas durante o dia, lutavam com instalações sanitárias superlotadas. Wahid teve sérios problemas pulmonares por causa das más condições da prisão. “Eu sempre sonhava que saía da prisão, mas quando acordava, percebia que ainda estava lá”, disse.

Mas quem pensa que o governo está tendo sucesso em exterminar a igreja está errado. Mesmo com as circunstâncias para os cristãos sendo extremas, eles continuam tendo o Senhor dentro deles. Por isso, a igreja não morreu na prisão. Pelo contrário, muitas pessoas vieram à fé por meio de Wahid e dos membros de sua igreja. E, apesar da prisão e da pressão posterior que o forçou a sair do país, a igreja no Irã continua crescendo.

Wahid participou de um aconselhamento pós-trauma para ex-prisioneiros realizado pela Portas Abertas. Ao lhe perguntarmos por que não desistiu de Jesus quando a perseguição chegou, como o governo esperava, ele sorri: “Eu preciso de Jesus. Sem Jesus, eu não teria vida, nem esperança. Não posso viver sem ele nem por um momento. Ninguém pode”, respondeu.

Edifique a igreja
O Irã é um dos países do Top 10 da Lista Mundial da Perseguição 2019, que mostra os piores lugares para ser cristão. Lá, o principal tipo de perseguição é o islamismo radical. Por conta disso, nossos irmãos precisam se preparar para enfrentar a perseguição com a sabedoria divina. A sua doaçãopermite que um cristão participe de treinamento por uma semana. Edifique a igreja onde existe opressão islâmica.

Revista Portas Abertas
A Revista Portas Abertas do mês de fevereiro trata de países do Top 10, falando sobre o islã e a perseguição à igreja. Além disso, nela você ainda pode conferir notícias, pedidos de oração, devocionais e testemunhos de cristãos perseguidos. Com apenas uma contribuição, você receberá uma edição por mês durante um ano. Saiba mais sobre a Igreja Perseguida.

Fonte: Portas Abertas

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