A luta pela sobrevivência de refugiados de uma guerra sem fim

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

07 de janeiro de 2015.

 

Uma família de refugiados de Alepo compartilhou com a Portas Abertas: "Minha filha nasceu nesta tenda e acabou morrendo nela. Vocês não tiveram a chance de conhecê-la. (...) com certeza iriam amá-la."

As perdas de 45 meses de guerra na Síria são incontáveis e irremediáveis. Mais de 200 mil pessoas morreram, e relatos recentes afirmam que cerca de 1 milhão ficaram feridas durante os conflitos. De acordo com os números oficiais do ACNUR - Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, 3,3 milhões de refugiados sírios encontraram abrigo em países vizinhos.

Muitos refugiados vivem em tendas ou edifícios inacabados e enfrentam as dificuldades do clima frio de inverno, levando a mais sofrimento e morte. Recentemente, a Portas Abertas recebeu uma mensagem de uma família de refugiados de Alepo que ilustra isso.

Minha filha nasceu nesta tenda e acabou morrendo nela. Vocês não tiveram a chance de conhecê-la. Se conhecessem a bela Arwa, com certeza iriam amá-la. Eu não tenho uma foto dela. Minha filha veio a este mundo e deixou-o sem ter uma única foto tirada. O mundo não sabe de sua existência, em primeiro lugar. Todos nós, os sírios, nos tornamos apenas números, estatísticas que diminuem ou aumentam. “Alexa" (a tempestade que devastou o Líbano recentemente) amava Arwa mais do que nós e, portanto, levou-a na loucura do terceiro dia da tempestade. Ela tinha quatro meses na época, e seu corpo frágil não pôde suportar o frio. 

Nós tentamos. Tentamos muito aquecê-la. Eu implorei por uma boa cobertura para protegê-la dos aguaceiros fortes, e um pequeno cobertor para evitar que o frio penetrasse em seu corpo. Ninguém se importou. No terceiro dia, corri para o hospital mais próximo. O frio se infiltrou em suas veias. Depois de examiná-la, eles me disseram que ela não estava doente, mas que seus pulmões entraram em colapso por causa do frio. Meia hora mais tarde, Arwa morreu.

Pedido de oração

  • Ore pelos pais de Arwa e muitas outras famílias que perderam seus entes queridos por causa das dificuldades de se viver como refugiados.
  • Peça pelas pessoas envolvidas na tentativa de melhorar as condições de vida nos campos de refugiados.

Fonte: Portas Abertas.

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