A construção de uma nova sociedade na Síria

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

05 de julho de 2017.

 

Cristãos que permaneceram no país ou que retornaram recentemente contam com o apoio das igrejas para um novo tempo 

Enquanto o Estado Islâmico (EI) está perdendo as forças na Síria e mais áreas estão sendo declaradas como “seguras”, muitos começam a voltar para suas casas. De acordo com a Agência de Refugiados da ONU (ACNUR), quase meio milhão de pessoas já retornou, desde janeiro.  Depois dos mais de 6 anos de guerra, a estimativa é de que 6,3 milhões de pessoas permaneçam deslocadas internamente, em todo o país, enquanto outros 5 milhões se refugiaram em países vizinhos.

Os sírios estão visitando, principalmente, as cidades de Aleppo, Hama, Homs e Damas, para verificar suas propriedades ou se encontrar com membros da família. De acordo com o porta-voz do ACNUR, Andrej Mahecic, as pessoas consideram que a situação de segurança na Síria está melhorando. No entanto, ele acrescentou que “não há condições para que os refugiados retornem aos seus lares em segurança e dignidade”.

Dos 2 milhões de cristãos que viveram na Síria, em 2011, cerca de metade deles fugiu até 2016, de acordo com um relatório publicado no início deste ano, por três instituições cristãs. Para muitos deles, a chegada do EI influenciou esse deslocamento, mas houve também outros fatores que se acumularam ao longo do tempo. Alguns entrevistados alegam que não houve incentivo para o retorno e vários afirmaram que “o Oriente Médio não é mais um lar para os cristãos”.

Para aqueles que permaneceram no país ou que retornaram recentemente, “as necessidades básicas estão sendo atendidas, mas os líderes das igrejas locais reconhecem que a necessidade de cuidados pastorais e aconselhamento pós-trauma aumentará significativamente, à medida que mais pessoas retornarem”, disse um coordenador da Portas Abertas. “Estamos prontos para apoiar e acompanhar as igrejas que podem ajudar a reintegrar as pessoas de volta à sociedade. As igrejas não têm que fornecer empregos, mas podem defender os direitos dos cristãos. Os fiéis precisam fazer parte da construção de uma nova sociedade na Síria”, ele conclui.

Fonte: Portas Abertas

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