Trump diz que reconhecerá Jerusalém como a capital de Israel se for eleito

25 de setembro de 2016.

 

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, o magnata Donald Trump, se comprometeu neste domingo a reconhecer Jerusalém como a "capital indivisível" de Israel se chegar à Casa Branca após as eleições de novembro.

Trump fez essa promessa ao se reunir hoje em Nova York com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que está na cidade para participar dos debates da Assembleia Geral da ONU que começaram na última terça-feira.

Um comunicado divulgado pela assessoria de imprensa da campanha de Trump afirma que o candidato republicano "reconhece que Jerusalém foi a eterna capital do povo judeu por mais de 3 mil anos".

"Os Estados Unidos, sob a administração de Trump, aceitarão finalmente o mandato do Congresso para reconhecer Jerusalém como a capital indivisível do Estado de Israel", acrescentou a assessoria do candidato na nota.

O governo dos EUA não reconhece Jerusalém como a capital de Israel pelas disputas que existem entre palestinos e israelenses em torno dessa cidade.

De fato, assim como muitos países, os Estados Unidos mantêm sua embaixada em Tel Aviv.

O Congresso americano se posicionou de maneira favorável a que Jerusalém seja a capital israelense, mas, em junho de 2015, a Suprema Corte de Justiça respaldou a posição do governo de Barack Obama.

Essa rivalidade entre os poderes Legislativo e Executivo sobre este ponto terminaria caso Trump consiga chegar à Casa Branca, de acordo com a promessa feita pelo candidato republicano a Netanyahu na reunião de hoje.

O comunicado da campanha de Trump revelou que o encontro entre ambos, "que se conhecem há muitos anos", durou mais de uma hora, nos escritórios do magnata na Trump Tower.

Os dois falaram dos vínculos entre os dois países, dos "laços inquebrantáveis" entre as duas nações, da assistência militar a Israel e da "estabilidade regional".

Trump, segundo o comunicado, "coincidiu (com Netanyahu) que a assistência militar a Israel e a cooperação no campo de mísseis são um excelente investimento para os Estados Unidos".

"Sob a administração de Trump haverá entre os dois países uma extraordinária cooperação estratégica, tecnológica, militar e de inteligência", acrescentou a assessoria do candidato republicano na nota.

O comunicado também analisou a "bem-sucedida experiência" de Israel no "muro de segurança" que permitiu ao país "garantir a proteção de sua fronteira".

Trump prometeu que, se chegar à Casa Branca, levantará um muro na fronteira sul dos Estados Unidos para evitar a entrada de imigrantes ilegais vindos do México.

Segundo informou o governo de Israel, também participaram da reunião o embaixador israelense nos EUA, Ron Dermer, e o genro do candidato republicano Jared Kushner.

Além de Trump, Netanyahu deve se reunir nas próximas horas com a candidata presidencial democrata Hillary Clinton. 

Fonte: EFE.

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