"Paz para a prosperidade" - assim iniciou Jared Kushner a cúpula do Barhein, condenada desde já ao fracasso

25 de junho de 2019.

 

Hoje é um daqueles dias em que os olhos do mundo estão focados no Médio Oriente... Israel... Jerusalém! De fato, é assim que a agenda profética se irá cada vez mais desenrolar. A História humana começou naquela região e é lá que tudo indica se encerrará este ciclo civilizacional.
 
No seu discurso de arranque na cimeira econômica a decorrer no Barhein, com o objectivo anunciado de se desenvolverem esforços e recursos para ajudar a economia palestina - nada menos do que 50 bilhões de dólares, já entretanto rejeitados pelos palestinos - o mentor do "acordo do século"- ou seja, a tentativa para (mais um) acordo de paz entre israelitas e palestinos - Jared Kushner, genro do atual presidente norte-americano Donald Trump, tentou uma aproximação aos irados palestinos, prometendo que "a América não desistiu de vós."
 
Kushner afirmou que "O acordo numa trilha económica em progressão é uma pré-condição necessária para a resolução dos assuntos previamente insolúveis."
 
E, para tentar contentar ambas as partes, o judeu praticante Kushner, afirmou no seu discurso inaugural: "Para ser claro, o crescimento econômico e a prosperidade para o povo palestino não são possíveis sem uma solução justa e duradoura para o conflito - uma solução que garanta a segurança de Israel e que respeite a dignidade do povo palestino."
 
A cimeira econômica tem a duração de dois dias, e conta com a presença de homens de negocio do mundo inteiro, incluindo israelitas e palestinos, embora sem representação oficial.
 
ENTRETANTO, EM JERUSALÉM...
 
Tal como anunciado, Jerusalém está a assistir pela primeira vez a uma cimeira trilateral, envolvendo representantes de alto nível das duas superpotências e Israel. A cúpula decorreu durante o dia de hoje, mas só veio demonstrar o quanto a Rússia está comprometida com o parceiro Irã, não abrindo mão da parceria política e econômica com o regime ditatorial dos ayatollahs, responsável pela instabilidade atual vivida no Golfo e pelas constantes ameaças a Israel. 
 
O foco da cúpula foi a questão da Síria e do Irã, tendo o representante russo Nikolai Patrushev afirmado serem"inaceitáveis" as tentativas para "demonizar" a República Islâmica do Irã. O representante norte-americano John Bolton, por seu turno, afirmou que, caso o regime de Teerã ultrapasse o limite estabelecido para o enriquecimento de urânio, "todas as opções estão em cima da mesa."
 
O representante russo veio ainda criticar Israel, alegando que os ataques aéreos na Síria são "indesejáveis", aproveitando ainda para condenar as tentativas para isolar o Irã. 
 
Na sua intervenção inicial, o primeiro-ministro Netanyahu apelou para que os três países concordassem em expelir as forças estrangeiras da Síria, acrescentando que Israel não permitirá que o Irã estabeleça uma base militar permanente naquele país vizinho.
 
Questionado sobre se no caso de o Irã ultrapassar o limite estabelecido no acordo nuclear os Estados Unidos lançariam um ataque, Bolton limitou-se a afirmar que "seria um sério erro o Irã ignorar esses limites."
 
Confesso que esperava mais desta cimeira. Mas, como ficou bem patente, tudo não passou de mais uma encenação que tenta fazer crer que tudo está sob controle, quando de fato se sabe bem que a Rússia não cederá aos seus interesses económicos e estratégicos, ou não fosse o Irã um dos maiores produtores mundiais de petróleo...
 
Fonte: Shalom, Israel!

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