Parada Gay de Jerusalém bate recorde de participação

22 de julho de 2016.

 

A Parada Gay de Jerusalém reuniu cerca de 25.000 pessoas, nesta quinta-feira (21), que desfilaram rodeadas por um impressionante dispositivo de segurança para evitar agressões, um ano depois que uma adolescente foi assassinada por um judeu ultraortodoxo durante a marcha.

A imprensa israelense destacou uma participação recorde nessa festa destinada a promover a tolerância, depois da forte polêmica levantada pelas declarações homofóbicas de certos rabinos nas últimas semanas.

A polícia, que havia mobilizado mais de 2.000 agentes, assegurou ter desmantelado um projeto de ataque contra os participantes do desfile. A agressão teria sido planejada pelo irmão de Yishai Shlissel, o ultraortodoxo que matou, no ano passado, uma menina de 16 anos e feriu outros cinco participantes.

Michael Shlissel foi detido e sua prisão será prolongada até sexta-feira.

O assassinato de Shira Banki deflagrou fortes críticas sobre a ineficácia do dispositivo policial. Shlissel foi colocado em liberdade algumas semanas antes, após cumprir pena de prisão por ter ferido outras três pessoas na Parada Gay de 2005.

Para evitar um novo drama neste ano, a polícia decidiu adotar medidas drásticas para garantir a segurança dos milhares de participantes esperados no desfile. Todas as ruas que dão acesso à marcha foram cercadas horas antes de seu início.

Durante o desfile, 30 "suspeitos" que tinham por objetivo "perturbar o andamento" da marcha foram detidos, e a polícia descobriu que vários deles tinham facas.

Apesar dos temores de agressão, a Parada transcorreu sem distúrbios em meio a um mar de bandeiras do arco-íris e israelenses.

'Princípio de igualdade'O ministro de Segurança Interior, Gilad Erdan, presente no desfile, disse à AFP que se tratava de uma "marcha da tolerância" para expressar "solidariedade". O líder da oposição trabalhista, Isaac Herzog, também participou.

"O princípio de igualdade é a razão pela qual Shira Banki desfilou no ano passado, e é por isso que milhares de vocês marcharão a cada dia", declarou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em um vídeo publicado nas redes sociais.

"Ela morreu assassinada por um extremista cheio de ódio", lamentou.

Infelizmente, "certo membros da nossa sociedade continuam sem estar preparados para aceitar a comunidade LGBT", completou.

Em Jerusalém, cidade santa para judeus, muçulmanos e cristãos, a comunidade homossexual enfrenta mais dificuldades para ser aceita do que em Tel Aviv, uma cidade mais tolerante, onde a Parada Gay é muito mais festiva.

Também participaram da marcha alguns judeus ultraortodoxos, reconhecíveis por seu kipá preto. Um deles, que preferiu não se identificar, explicou que compareceu para provar que "Shlissel não representa o judaísmo ultraortodoxo, para o qual o amor ao próximo constitui um dever fundamental".

Uma mulher religiosa de 27 anos, Ariela Matar, explicava sua presença como uma denúncia das "declarações odiosas proferidas por certos rabinos", que contribuíram para aumentar a tensão com seus propósitos homofóbicos.

Fonte: AFP.

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