Países reagem a intenção de Donald Trump em reconhecer soberania de Israel sobre Colinas de Golã

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

22 de março de 2019.

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A declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, de que os Estados Unidos devem reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã repercutiu entre governos aliados e rivais da Casa Branca. Desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, a comunidade internacional reconhece o território como pertencente à Síria, mas ocupado pelos israelenses.

Logo depois da declaração de Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, agradeceu o aliado e acusou o Irã de usar a Síria como "plataforma para destruir o estado de Israel".

Em resposta, a agência estatal da Síria disse que o país árabe "condena fortemente as declarações importantes" de Trump e que a mensagem do presidente norte-americano evidencia "o viés cego dos Estados Unidos" ao governo de Israel.

"[A declaração de Trump] não muda o fato de que Golã sempre foi e sempre será território sírio", diz a nota.

O governo do Irã, aliado do regime de Bashar Al-Assad na Síria, chamou a declaração de Trump de "ilegal e inaceitável". A Rússia, também próxima do governo sírio, ressaltou que uma mudança no status das Colinas de Golã violaria resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

A posição é a mesma do governo da China, que também alertou sobre as resoluções internacionais. O Ministério das Relações Exteriores chinês pediu que todas as partes seguissem a legislação internacional para "resolver as disputas territoriais através de uma negociação para uma paz profunda, justa e duradoura no Oriente Médio".

Até mesmo a Turquia, cujo governo não tem boas relações com Assad, advertiu o presidente norte-americano. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a posição de Trump "põe a região à beira de uma nova crise".

Declaração desagradou aliados dos EUA

O governo do Reino Unido, aliado histórico dos Estados Unidos, afirmou que não tem planos de mudar o posicionamento sobre as Colinas de Golã e alertou que "a anexação do território à força é proibida pela legislação internacional, inclusive a carta da ONU".

União Europeia também não pretende reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã. Assim como o governo britânico, o bloco afirmou que "respeita a legislação internacional" e, portanto, "não considera as Colinas de Golã como parte do território israelense".

O que disse Trump?

Pelo Twitter, Trump disse na quinta-feira que, "depois de 52 anos, está na hora de os EUA reconhecerem completamente a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã".

"[O reconhecimento da soberania é] algo de grande importância estratégica e na segurança do Estado de Israel e na estabilidade regional", justificou o presidente dos EUA.

A declaração foi dada durante a visita do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, a Israel, encerrada nesta sexta-feira. Pouco antes de seguir viagem, o norte-americano escreveu no Twitter que "como cadete", estudou as batalhas na região de Golã.

"O heroísmo israelense salvou essa grande nação. A grandiosa decisão do presidente em reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã honra os sacrifícios e a realidade do povo israelense. É correto que essa terra pertença a Israel", tuitou Pompeo.

Declaração põe resoluções da ONU em cheque

A medida proposta por Trump entraria em conflito com a resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU, que pediu a Israel para se retirar dos territórios que tinha ocupado após a guerra de 1967. Também representaria uma quebra do acordo de cessar-fogo que Israel e Síria assinaram em 1974.

Tal pacto estabelece uma zona desmilitarizada na região entre ambos os países, que continuam tecnicamente em estado de guerra pelo controle desse território.

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, concorre nas eleições israelenses de 9 de abril e tem pressionado os EUA a reconhecerem a soberania sobre as Colinas de Golã. Em 2017, o primeiro-ministro israelense reafirmou a possibilidade de esse reconhecimento ocorrer durante o governo Trump.

Fonte: G1

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