O monte do templo é cada vez mais o epicentro da disputa entre judeus e árabes

08 de março de 2019.

Os judeus religiosos querem a construção de uma sinagoga no lugar mais sagrado do judaísmo.
 
Os árabes muçulmanos querem a construção de mais uma mesquita junto ao Portão Dourado.
 
UM ACESSO INTERDITO HÁ 16 ANOS
 
As cenas de violência provocadas pelos muçulmanos nestas últimas semanas no Monte do Templo, mais propriamente na zona do Portão Dourado, o único acesso interdito por Israel desde há 16 anos, levou a que as autoridades israelitas e as jordanas se reunissem na passada Quarta-Feira à noite para tentarem chegar a uma solução para a disputa relacionada com o espaço.
 
Foram já várias as ocasiões em que os muçulmanos arrombaram as grades de interdição ao acesso do portão, num claro desrespeito pelo status quo acordado entre Israel e a Jordânia, que administra a "Waqf", os guardiões islâmicos do Monte do Templo.
 
Apesar da ordem judicial de Israel para o fecho do acesso ao espaço disputado, a "Waqf" recusou obedecer à ordem, afirmando que a área "ficaria aberta para os muçulmanos orarem."
 
A área dentro do "Portão Dourado", também conhecida como "Portão da Misericórdia", e encerrada no exterior pelo sultão Solimão já no século 16, foi interdita e selada pelas autoridades israelitas em 2003 por ligações do grupo que geria o espaço com o movimento terrorista Hamas. O fecho teve também a ver com a proibição de trabalhos ilegais que a "Waqf" ali estava a realizar, e que levou à destruição de inúmeros artefactos relacionados com a presença judaica na zona.
 
UMA NOVA MESQUITA?
 
No mês passado a "Waqf" violou as normas e abriu a vedação, criando ali mais um espaço de oração para os muçulmanos. Sem dúvida uma atitude de desrespeito e de provocação, num espaço onde não falta lugar para que milhares de muçulmanos se possam reunir sem terem de se preocupar com aquele pequeno reduto.
 
Israel tem repetidamente fechado o acesso, que os palestinianos por sua vez violam constantemente. Esse desrespeito por parte dos muçulmanos tem levado a vários incidentes violentos com a polícia israelita.
 
No passado Domingo, o gabinete oficial jordano da "Waqf" fez saber que o "Portão da Misericórdia" é parte integrante da mesquita de Al-Aqsa, não estando sujeito a negociações, divisão ou parcerias. Nesse comunicado, as autoridades jordanas acusaram ainda Israel de estar a dar um "golpe dirigido" contra a guarda jordana dos lugares sagrados de Jerusalém.
 
As autoridades israelitas proibiram entretanto a entrada ao espaço a vários responsáveis e guardas muçulmanos considerados responsáveis pelo incitamento à desobediência.
 
O braço de ferro entre as autoridades israelitas e jordanas continua há mais de uma semana, duvidando-se que os muçulmanos venham alguma vez a acatar as ordens de interdição do espaço.
 
UMA SINAGOGA NO MONTE DO TEMPLO?
 
Vários activistas israelitas reuniram-se entretanto "de emergência" na noite do passado Domingo para debaterem a tomada do espaço pela "Waqf" jordana. 
 
No final da reunião que juntou várias dezenas de ativistas, foi feito um apelo para que os israelitas visitem o espaço em grandes números, de forma a "fortalecerem a ligação judaica ao lugar sagrado."
 
Para além disso, foi emitida uma exigência para a construção de uma sinagoga no espaço do Monte do Templo. A sinagoga será supostamente construída na área Sha'ar HaRachamim, onde os muçulmanos edificaram recentemente mais uma mesquita.
 
A assembleia emitiu ainda um apelo para que a "Waqf" seja declarada uma organização ilegal a ser banida do Monte do Templo.
 
Foi também feito um apelo aos partidos em campanha eleitoral para que permitam as orações dos judeus naquele espaço.
 
Os muçulmanos têm aproveitado este conflito recente para alegar que os judeus "fanáticos" planeiam construir um templo naquele espaço, dessa forma tentando impedir o acesso dos muçulmanos ao recinto que, segundo eles, os judeus querem "dividir."
 
Desde há muito que venho observando que o epicentro do conflito que levará a uma convulsão à escala global se vai cada vez mais tornando visível, partindo da divisão da Terra de Israel, à partilha da capital Jerusalém, tendo agora como foco a própria esplanada onde os dois Templos judaicos foram erigidos no passado, e que actualmente se encontra conspurcada pelas mesquitas ali presentes, e que fazem de Jerusalém a terceira cidade mais sagrada para os muçulmanos.
 
Até onde irá chegar o conflito? Não posso garantir, mas acredito que o rastilho já está aceso, e nada nem ninguém conseguirá deter o ímpeto do conflito que ali irá eclodir. Fomos, aliás, há muito avisados...
 
Fonte: Shalom, Israel!

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