No Brasil, premiê israelense se reunirá com comunidade judaica e secretário de Estado dos EUA

28 de dezembro de 2018.

 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, desembarca no Brasil na manhã desta sexta-feira (28) para participar na próxima semana da cerimônia de posse de Jair Bolsonaro na Presidência. O chefe de Estado israelense agendou uma série de compromissos oficiais na estadia de cinco dias no país, entre os quais reunião com o presidente eleito, encontros bilaterais com o secretário de Estado norte-americano e os presidentes de Honduras e Chile e evento com líderes da comunidade judaica brasileira.

Na noite desta quinta (27), Bolsonaro escreveu no Twitter que estava à espera da chegada e visita do primeiro-ministro de Israel e afirmou que os dois irão se reunir para discutir "novos rumos" para os dois países.

O presidente eleito disse na rede social que Israel é referência mundial em tecnologia para diversos serviços e que isso interessa ao governo dele.

A previsão é de que Netanyahu pouse na base área do Galeão, no Rio de Janeiro, às 9h30. Haverá uma cerimônia de boas-vindas no aeroporto em homenagem ao premiê.

No início da tarde, Benjamin Netanyahu terá o primeiro encontro com Bolsonaro na visita ao Brasil. O chefe de Estado de Israel e o presidente eleito vão se reunir no Forte de Copacabana. Os futuros ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fernando Azevedo (Defesa) participarão da reunião.

O primeiro-ministro encerra a agenda desta sexta-feira participando de um evento na Sinagoga Beit Yaakov, na capital fluminense. No sábado (29), ele terá apenas agenda privada no Rio de Janeiro.

Netanyahu agendou no domingo (30) encontro com jornalistas brasileiros, líderes da comunidade judaica brasileira e "Amigos Cristãos de Israel". No dia seguinte, o premiê concederá entrevistas à imprensa de Israel e do Brasil.

No dia da cerimônia de posse, o primeiro-ministro terá uma intensa agenda em Brasília. No início da tarde, antes mesmo da solenidade de Bolsonaro, Netanyahu se reunirá com o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, e secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

A agenda do premiê israelense prevê que ele participará da cerimônia de posse no Congresso Nacional, do encontro de chefes de Estado no Palácio do Planalto e da recepção que será oferecida pela Itamaraty aos líderes estrangeiros em homenagem a Bolsonaro.

Antes de embarcar de volta para Israel na noite de terça, Benjamin Netanyahu ainda terá um encontro privado com o presidente do Chile, Sebastian Pinera, no Palácio do Itamaraty.

Aproximação com Israel

Nos últimos dias, houve dúvidas sobre se Netanyahu participaria da solenidade de posse de Israel. Cogitava-se que o primeiro-ministro poderia antecipar o retorno para o país do Oriente Médio em razão da crise política que obrigou a coalizão de governo a antecipar para abril as eleições legislativas programadas para novembro.

Desde que foi eleito presidente, Bolsonaro passou a ensaiar uma aproximação com Israel, histórico aliado dos EUA. O presidente eleito gerou polêmica no Brasil e no exterior ao anunciar que, após assumir o comando do Palácio do Planalto, iria transferir a embaixada brasileria em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo do que decidiu o presidente norte-americano Donald Trump.

A embaixada dos EUA em Jerusalém foi inaugurada em maio. A transferência da chancelaria representa o reconhecimento de Jerusalém – cidade considerada sagrada por várias religiões – como capital israelense.

Israel considera Jerusalém a "capital eterna e indivisível" do país, mas os palestinos não aceitam e reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado palestino.

Diante das manifestações públicas de apoio a Israel do presidente eleito brasileiro, Netanyahu confirmou presença na cerimônia de posse de Bolsonaro. Ele será o primeiro chefe de Estado israelense a visitar o Brasil.

Nesta semana, Bolsonaro anunciou nas redes sociais que o futuro ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, irá em janeiro a Israel com o objetivo de visitar estações de dessalinização.

Segundo o presidente eleito, em parceria com o governo israelense, será estudada a realização de testes de produção de água a partir da umidade do ar.

"Poderemos, inclusive, negociar a instalação de fábrica no Nordeste para venda desses equipamentos no nosso mercado", escreveu o presidente eleito no Twitter.

Fonte: G1

Comentários

Luciano em 06/01/2019 12:38:08
Qual o mome do secretario de ciencia e tecnologia de Israel?

Pois o conheci no hotel em Brasilia
E nao me
Lembro do nome

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