Netanyahu falou com Guterres sobre a ONU e Israel

17 de outubro de 2016.

 

Na sexta-feira passada, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu falou com Antônio Guterres, o português nomeado para próximo secretário-geral da ONU, e que assumirá as suas funções a partir do próximo dia 1 de Janeiro de 2017.
 
Transcrevo na íntegra o que Netanyahu escreveu anteontem na sua página do facebook:
 
"Partilhei com ele (Guterres) a revolta de todos os israelitas pela decisão tomada na quinta-feira pela UNESCO, negando mais uma vez a ligação de 3.000 anos entre o povo judeu e o seu lugar mais sagrado em Jerusalém, o Monte do Templo. Este foi o lugar do Templo de Salomão descrito no Livro dos Reis, na Bíblia.
 
Este foi o lugar do Segundo Templo construído pelos exilados judeus que regressaram da Babilônia cerca de 500 anos depois. Foi este Segundo Templo que o rei Herodes reconstruiu e que Jesus visitou, tal como o Novo Testamento relata.
 
Decisões como esta distorcem a verdade histórica que judeus, cristãos e que a maior parte da humanidade sabem ser um facto. Estas decisões também não contribuem nada para a paz. Pelo contrário, elas apenas alimentam a fantasia palestina de uma Terra de Israel sem Israel. Eles ensinam erradamente as crianças palestinas que os judeus não têm história nem direitos aqui, pelo que não é necessário fazer a paz com eles.
 
Ontem, as Nações Unidas demonstraram ainda mais a sua bancarrota moral quando se trata de Israel.
 
O Conselho de Segurança discutiu aquilo a que vem apelidando de "colonatos israelitas ilegais". Segundo o documento concetual da ONU, a simples presença de judeus vivendo na Judeia e Samaria, a Margem Ocidental, "compromete seriamente" a viabilidade de dois estados.
 
Essa reivindicação só faz sentido se ignorarmos milhares de anos de História judaica, tal como a UNESCO fez nesta semana.
 
Essa reivindicação só faz sentido se aceitarmos a exigência anti-semita palestina de um estado livre de judeus, como algo essencial para a paz.
 
Mais de um milhão e meio de árabes vivem em Israel como cidadãos de pleno direito. Será que a sua presença constitui uma barreira para a paz? É claro que não. O facto de alguns judeus viverem na Judeia e na Samaria não é da mesma forma uma barreira para a paz.
 
Não obstante o número das mentiras repetidas sobre Israel, isso não as torna verdade.
 
A verdadeira barreira para a paz não são os assentamentos, mas a persistente recusa palestina de reconhecer um estado judaico em quaisquer fronteiras.
É por isso que os palestinos atacaram os judeus meio século antes que houvesse um único assentamento e continuaram a atacar Israel depois de ter desmantelado todos os assentamentos, e ter saído de Gaza completamente.
 
A verdadeira barreira para a paz é a revoltante ideia de que os judeus não podem viver na sua terra ancestral e que têm se ser tirados dela para fora.
A verdadeira barreira para a paz são os regimes terroristas como o Hamas que dispara dezenas de milhares de mísseis contra cidadãos israelitas e que apela ao genocídio de todos os judeus.
 
Mas a ONU, e os assim chamados grupos para a paz que testemunharam aqui na sexta-feira, estão super-ocupados em negar aos judeus os nossos direitos, espalhando mentiras e distorcendo a História para reconhecer e condenar as atuais barreiras à paz.
 
Até que isso mude, até que a ONU deixe cair os seus duplos padrões em relação a Israel e pare de ignorar o terrorismo e o rejecionismo palestino, a paz para os israelitas e palestinos não virá das Nações Unidas mais do que a segurança para Israel do Conselho de Segurança.
 
Eu disse recentemente nas Nações Unidas que nos próximos meses poderá vir uma tempestade antes da calmaria. Nós estamos na tempestade. Mas eu também disse ter "confiança total que nos próximos anos a revolução da posição de Israel entre as nações irá finalmente penetrar este fórum de nações."
 
Vai levar algum tempo, mas ele também chegará, em que a maioria das nações do mundo decidirão parar de se servirem da ONU como uma plataforma para mentiras e ódio, recuperando o seu nobre mandato para fazer avançar a verdade e a paz."
 
Fonte: Shalom, Israel!

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