Netanyahu em Moscou para encontro com Putin. Irã na agenda...

29 de janeiro de 2018.

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu iniciou esta manhã a sua visita à capital russa, Moscou, com uma visita ao Museu Judaico e Centro para a Tolerância, onde foi acompanhado pelo presidente russo Vladimir Putin. O museu tem atualmente uma exposição especial sobre a insurreição ocorrida em 1943 no campo de concentração de Sobibor, na Polônia sob ocupação nazi, e liderada pelo judeu oficial do exército vermelho Alexandr Pechersky.

Ao contemplarem imagens do Holocausto nazista, Netanyahu não perdeu a oportunidade para lembrar a Putin que a lição aprendida dos nazistas é que as ideologias mortíferas têm de ser paradas antes que floresçam - uma aparente referência à atual situação no Irão. 

"Apreciei bastante este convite e a sua vinda especial a este lugar neste dia em especial, refletindo a nossa luta comum contra o maior mal que a humanidade já conheceu" - afirmou Netanyahu" - acrescentando: "Penso que a lição principal aprendida do despertar dos nazistas e da consequente derrota é a necessidade de se confrontar vigorosamente e a tempo a ideologia criminosa."

 

"Essa é também a nossa missão atual, é disso que lhe quero falar: dos nossos esforços comuns para avançarmos a segurança e a estabilidade nas nossas regiões, e, como é claro, com uma cooperação mútua entre nós, entre a Rússia e Israel" - acrescentou Netanyahu.

 

Putin respondeu vincando a ligação histórica que a Rússia e o povo judeu têm sobre o seu sofrimento durante a Segunda Guerra Mundial, durante a qual foram mortos 6 milhões de judeus e cerca de 20 milhões de russos.

 

"Um obrigado muito especial por ter concordado em nos reunirmos aqui neste lugar neste dia em particular" - disse Putin.

 

"É muito simbólico, uma vez que nestes dias o mundo inteiro lembra as vítimas do Holocausto" - acrescentou o presidente russo.

 

Putin afirmou ainda a Netanyahu: "Como sabe, houve muitas vítimas no nosso país, praticamente em quase todas as famílias. Entre os judeus assassinados pelos nazistas, havia muitos cidadãos da União Soviética. Foram eles que prestaram um grande contributo para a derrota dos nazistas. Iremos aproveitar esta oportunidade para falar acerca das nossas relações bilaterais e abordar a situação na região."

 

Certamente que sobre a mesa estarão as questões super sensíveis da presença e influência do Irão na Síria e no Líbano, com a suspeita de o Hezbollah se estar a preparar para receber armas sofisticadas fabricadas pelos iranianos na Síria. Sabe-se que Israel tem a cada passo atacado comboios com carregamentos de armamento e munições entre a Síria e o Líbano, sob a "vista grossa" da Rússia, aliada do regime do presidente sírio Bashar al Assad. 

 

Fonte: Shalom, Israel!

 

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