Netanyahu chega a Moscou para falar com Putin sobre Síria e Irã

09 de março de 2017.

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou nesta quinta-feira (9) à Rússia para falar com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre o conflito sírio e a crescente influência iraniana no país árabe.

"Há uma tentativa do Irã de se assentar permanentemente na Síria com presença militar terrestre e naval", advertiu Netanyahu às vésperas da visita.

Netanyahu, que se reúne com Putin pela quarta vez no último ano e meio, denunciou nas últimas semanas as tentativas do Irã de aproveitar o conflito sírio para criar uma frente contra Israel nas Colinas de Golã.

Israel apoia as atuais negociações de paz para o término do conflito sírio e se mostrou indiferente perante o firme apoio do Kremlin ao líder sírio, Bashar al-Assad.

No entanto teme que o fim do conflito no país vizinho tenha como consequência o aumento da influência do Irã, que apoia as milícias do Hezbollah, que combatem nas fileiras governamentais.

"Netanyahu expressará a taxativa oposição de Israel a qualquer presença militar do Irã ou de seus grupos (em alusão à milícia xiita Hezbollah) em nossa fronteira norte ou no Mediterrâneo, no marco das conversas de paz ou de um acordo", afirmou o escritório do primeiro-ministro israelense.

Segundo o Kremlin, Putin e Netanyahu também trocarão opiniões sobre a luta contra o terrorismo jihadista e o conflito palestino-israelense.

A Rússia propôs a ambos os lados acolher uma reunião entre Netanyahu e o líder palestino, Mahmoud Abbas, mas a parte israelense se mostrou reticente, já que não está disposta a aceitar condições prévias.

"Estamos convencidos de que chegou a hora de passar para negociações diretas entre Israel e Palestina", disse Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores russo, ao se reunir em janeiro com Saeb Erekat, secretário-geral da OLP.

A Rússia considera que o "vazio" criado pela estagnação das negociações de paz há mais de um ano é aproveitado pelos extremistas.

A capital russa acolheu no começo do ano uma rodada de consultas entre os principais partidos e grupos palestinos para que formem uma plataforma única com vistas às conversas com Israel.

Moscou respalda as resoluções da ONU que contemplam a criação de um Estado palestino independente nas fronteiras de 1967 com capital em Jerusalém Oriental.

Fonte: EFE

Comentários

Pedro em 09/03/2017 11:31:34
Israel não deve dividir terra que Deus deu a eles a milénios atrás palestinos não existe esse povo essa lingua foi embuste foi inventado tudo que e do inimigo é invençao fogo na seara dos filisteus israel kkk

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