Moscou critica reação de Israel à resolução da UNESCO

28 de outubro de 2016.

 

O vice-ministro das Relações Internacionais da Rússia, Guennady Gatilov, disse que a reação de Israel à resolução da UNESCO sobre Jerusalém oriental, a parte palestina da cidade ocupada por Israel, é "muito emocional" e "não inteiramente justificada”.

Na quarta-feira (26), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou a UNESCO de ignorar os laços seculares do povo judeu com a antiga cidade e convocou o embaixador de Israel junto a esta organização para consultas.
 
“Sentimos que os israelenses estão com as emoções um pouco exageradas com relação a esta questão. Todos vocês sabem sobre as declarações que foram feitas pelo ministro Netanyahu sobre este assunto, com uma dura crítica em relação a essas resoluções. Indicou-se que eles [UNESCO], supostamente, não estão levando em conta a ligação dos locais sagrados com Israel, o significado histórico desses lugares para o Estado israelense” – disse Gatilov à imprensa russa.
 
A questão das novas resoluções da UNESCO relativas a Israel e apoiadas, inclusive pela Rússia, esteve na pauta das consultas realizadas hoje pelo vice-premiê russo em Israel.

"Esclarecemos as nossas abordagens com os nossos colegas israelenses sobre este assunto. Explicamos o porquê de termos votado a favor dessas resoluções, já que elas não incluíram nada de novo com relação aos anos anteriores. Exortamos eles a abordar futuramente a discussão desses assuntos de forma construtiva” – explicou Gatilov.
 
Na quarta-feira (26), a comissão da UNESCO aprovou uma decisão que condena as “escavações ilegais de Israel na Cidade Velha de Jerusalém. Em particular, a resolução refere-se a um complexo de Jerusalém, reverenciado pelos judeus como Monte do Templo e pelos muçulmanos como Al-Haram ash-Sharif (Nobre Santuário), apenas como um "local sagrado de culto muçulmano". Para Israel, a decisão nega a ligação do judaísmo com a antiga cidade.
 
Há duas semanas, Israel atacou a UNESCO devido à renovação de uma resolução semelhante, que condena as restrições de acesso muçulmano ao local sagrado, que fica em uma parte de Jerusalém capturada pelas forças israelenses na guerra de 1967.
 
Fonte: Sputnik

Comentários

Jose em 28/10/2016 14:56:24
Russos cínicos e oportunistas,pois quase todos,a maioria das nações, a fim de levar vantagem vão com a maioria sem levam em conta a verdade, a justiça, o direito,apenas interesses políticos,econômicos,estratégicos...
Quase todos se vendem por interesses econômicos.

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