Manifestantes vão às ruas na França em protesto contra antissemitismo

19 de fevereiro de 2019.

Milhares de manifestantes foram às ruas em Paris e outras cidades na França nesta terça-feira (19) para protestar contra o antissemitismo. As passeatas foram convocadas após aumento de relatos de casos de tipo – o governo francês divulgou que o número de atos antissemitas subiu quase 70% no país em 2018.

Os cartazes levantados pelos manifestantes diziam: "Basta!" e "Não mexa com meu amigo!". Além de judeus, pessoas de outras religiões – inclusive muçulmanos – participaram dos protestos.

Também nesta terça-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, visitou o cemitério de Quatzenheim, onde vândalos picharam suásticas em cerca de 80 túmulos (leia mais sobre o caso abaixo). Ele também visitou o Memorial do Holocausto em Paris, onde houve cerimônia em homenagem às vítimas do antissemitismo.

Mais cedo, Macron acusou "os que querem o desaparecimento de Israel" de serem os mesmos "que querem atacar os judeus". No entanto, o presidente disse ser contra tornar crime o discurso antissionista – ou seja, contrário à existência do estado israelense.

Antissemitismo na França

Ataques antissemitas preocuparam as autoridades francesas nos últimos dias. Nesta terça-feira, o cemitério judaico de Quatzenheim, no leste da França, amanheceu com cerca de 80 lápides pichadas com suásticas – um dos símbolos do nazismo, regime que massacrou judeus na Europa.

Além das suásticas azuis e amarelas, em um túmulo foi escrito "Esassisches Schwarzen Wolfe" ("Os Lobos Alsacianos Negros") – possível referência a um grupo autonomista alsaciano ativo nos anos 70.

No fim de semana, manifestantes "coletes amarelos" insultaram o escritor e filósofo Alain Finkielkraut com palavras antissemitas. Além disso, dias antes uma suástica foi pintada em um retrato em Paris da ex-ministra Simone Veil, sobrevivente de um campo de extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial, que morreu recentemente.

Em outro caso, duas árvores que haviam sido plantadas em memória de um jovem judeu assassinado em 2006 também foram destruídas.

Fonte: G1

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