Jordânia pede aos EUA que não declarem Jerusalém capital de Israel

04 de dezembro de 2017.

O ministro jordano dos Negócios Estrangeiros alertou este fim-de-semana os Estados Unidos para as "perigosas consequências" de a administração de Donald Trump declarar que Jerusalém é a capital de Israel, depois de a Liga Árabe ter avisado que o passo pode gerar violência na região.

Numa conversa com o secretário de Estado norte-americano, numa altura de rumores sobre o iminente despedimento de Rex Tillerson, Ayman Safadi disse ao homólogo que dar este passo vai espoletar a fúria do mundo árabe e dos países muçulmanos.

"Falei com o secretário de Estado dos EUA sobre as consequências perigosas de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel", anunciou Safadi no Twitter. "Tal decisão vai gerar fúria nos mundos árabe e muçulmano, alimentar tensões e pôr em risco os esforços de paz."

O Departamento de Estado não respondeu ao tweet do MNE jordano. Questionado sobre os rumores de que Donald Trump está prestes a cumprir a sua promessa de campanha quanto à disputada cidade — dividida pelos Acordos de Oslo e reivindicada pelos israelitas e pelos palestinianos —, Jared Kushner, genro do Presidente que foi nomeado seu conselheiro para o mais longo conflito do Médio Oriente, disse que ainda nenhuma decisão foi tomada.

A par de Safadi, também o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, está a tentar angariar apoios para persuadir Trump a desistir da ideia, que contraria todos os esforços da comunidade internacional ao longo das últimas décadas.

No fim de semana, Abbas telefonou a uma série de líderes mundiais, entre eles o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o líder da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, para lhes "explicar os perigos de qualquer decisão sobre mover a embaixada [dos EUA em Israel] para Jerusalém ou de reconhecer [a cidade] como a capital de Israel".

A informação foi avançada à AFP pelo conselheiro do presidente palestiniano, Majdi al-Khalidi. Anteriormente, Abbas e outros líderes já tinham avisado que este potencial passo dos EUA vai pôr em risco uma futura solução de dois Estados; os palestinianos querem que a capital do seu futuro Estado seja Jerusalém Oriental, a parte da cidade que lhes foi atribuída sob os Acordos de Oslo em 1993.

A cidade foi ocupada por Israel em 1967 e anexada ao território hebraico em 1980. Israel continua a defender que toda a cidade é do seu exclusivo domínio, mas sob a lei internacional a área é considerada um território ocupado.

Sucessivas administrações norte-americanas desde 1948, quando o Estado de Israel foi criado, têm mantido que o estatuto de Jerusalém deve ser decidido através de negociações entre as duas partes, recusando-se a agir de formas que possam parecer enviesadas a favor de Israel.

Durante a campanha para as presidenciais de 2016, Trump afastou-se da retórica oficial de longa data e prometeu mudar a embaixada dos EUA em Israel de Telavive para Jerusalém assim que chegasse ao poder. Desde então, a decisão tem sido adiada mas esta semana aumentou a especulação de que poderá fazer esse anúncio na próxima quarta-feira.

Fonte: Express

Enviar comentário

voltar para Israel

fwR fsN tsY show center|left tsN fwR|show fwR center|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 bsd|b01 c05 bsd|login news fwR uppercase b01 bsd|tsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase|content-inner||