Jerusalém junta EUA e Rússia para uma importante cúpula regional

22 de junho de 2019.

 

Com as tensões entre os Estados Unidos e o Irã ao rubro devido ao abate de um avião drone norte-americano pelos iranianos, a capital de Israel vai juntar altos representantes das duas super-potências mundiais - EUA e Rússia - para uma cúpula que abordará questões de segurança regional.
 
O conselheiro para a segurança nacional dos EUA John Bolton já aterrou em Israel e deverá reunir-se amanhã com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu. 
 
A cúpula a realizar-se também amanhã em Jerusalém contará com o representante norte-americano, com o secretário russo para o conselho de segurança Nikolai Patrushev, e ainda com vários oficiais de alta patente israelita.
 
Israel terá a oportunidade de apresentar os seus pontos de vista sobre as questões que hoje ameaçam a região do Oriente Médio, ouvindo também a Rússia e os Estados Unidos.
 
O início de um conflito entre os EUA e o Irã esteve ontem prestes a iniciar-se quando, como resultado do derrube do drone norte-americano pelo Irã, as forças dos EUA estavam em vias de iniciar uma grande operação de ataque em três áreas distintas. Consciente do resultado calculado em perda de 150 vidas humanas, e percebendo a "desproporcionalidade" da resposta, o presidente Donald Trump decidiu cancelar a operação 10 minutos antes da mesma ter iniciado.
 
Consta-se que Israel não terá ficado muito satisfeito com esta decisão de Trump, ao mesmo tempo que se pensa ser cada vez mais provável ser Israel a ter de desferir um ataque contra o Irã. 
 
Todo este "caldeirão" cada vez mais quente faz crer que esta cúpula poderá ser decisiva, uma vez que as duas potências estarão de fato a confrontar-se simbolicamente em Jerusalém, com os EUA a apoiarem Israel e a Rússia a prestar todo o seu apoio ao Irã, numa altura em que as relações entre as duas potências mundiais conhecem o seu pior momento após o fim da guerra fria.
 
APLAUDIDO POR NETANYAHU
 
Na passada Terça-Feira o primeiro-ministro israelita aplaudiu a ideia da cúpula se realizar em Jerusalém, classificando-a de"histórica e sem precedentes" e um passo importante para garantir"a estabilidade no Oriente Médio a meio de tempos turbulentos."
 
"O que é de salientar como importante neste encontro trilateral das duas superpotências no estado de Israel é o fato de a mesma atestar a atual posição internacional de Israel no meio das nações."
 
Noto com muito interesse o simbolismo deste tão importante encontro se realizar em Jerusalém. É algo que nunca aconteceu! Quem sabe, o resultado do mesmo poderá mesmo conduzir a algo que ultrapassará todo o simbolismo...
 
Fonte: Shalom, Israel!

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