'Jerusalém é linha vermelha para os muçulmanos', diz Erdogan a Trump às vésperas de decisão

05 de dezembro de 2017.

O status de Jerusalém é "uma linha vermelha" para os muçulmanos, afirmou nesta terça-feira (5) o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, fazendo um alerta para o presidente americano, Donald trump.

O governo americano deve anunciar em breve a decisão sobre uma eventual transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém. A controversa é um reconhecimento de que a cidade sagrada (ou parte dela) seria capital de Israel, o que desagrada muçulmanos.

"Estou entristecido com as reportagens de que os EUA estão se preparando para reconhecerem Jerusalém como capital de Israel", declarou Erdogan, segundo a Reuters.

"Senhor Trump, Jerusalém é uma linha vermelha para os muçulmanos. É uma violação da lei internacional tomar uma decisão apoiando Israel enquanto as feridas da sociedade palestina ainda estão sangrando", completou Erdogan.

Erdogan ameaçou ainda ameçou romper as relações diplomáticas com Israel caso o governo americano transfera a sua representação diplomática.

Os porta-vozes do governo israelense não reagiram imediatamente, mas o ministro da Educação, Naftali Bennett, que é um membro destacado do governo de coalizão do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, desconsiderou os comentários de Erdogan.

"Sempre haverá aqueles que criticam, mas no final das contas é melhor ter uma Jerusalém unida do que a simpatia de Erdogan", afirmou o ministro da educação israelense.

Promessa de campanha

A mudança da embaixada é uma promessa eleitoral de Trump, que, no entanto, prorrogou em junho, por mais seis meses, a lei que estabelece que Tel Aviv seja sede da legação diplomática.

"O presidente foi claro: não é uma questão de 'se', mas de 'quando' haverá a transferência, declarou o porta-voz Hogan Gidley. "Mas não será adotada qualquer decisão hoje e faremos um anúncio nos próximos dias", disse Gidley.

Atualmente, como outros países, o governo americano mantém sua embaixada fora da cidade, ocupada por Israel em 1967 e também reivindicada pelos palestinos, que querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado. A comunidade internacional não reconhece a reivindicação israelense sobre a cidade como um todo.

Em 1995, o Congresso americano adotou o "Jerusalem Embassy Act", que pede ao executivo a transferência da embaixada. A lei é vinculante para o governo americano, mas uma cláusula permite aos presidentes adiar sua aplicação durante seis meses em virtude de "interesses de segurança nacional".

Todos os presidentes fizeram isso desde 1995 por considerarem que não era o momento para uma decisão dessa envergadura.

Alertas

A intenção de Trump de transferir a embaixada para Jerusalém provocou a reação do mundo muçulmano, que adverte sobre o risco de bloquear um acordo de paz com os palestinos.

A Liga Árabe advertiu os EUA contra a mudança, dizendo que além de poder acabar com as negociações de paz ela pode desencadear uma nova onda de violência.

Apesar da revolta do mundo árabe em geral, o gesto de Trump também poderia ajudar a satisfazer a base pró-Israel de direita que o ajudou a conquistar a Casa Branca e o governo de Israel, um aliado próximo dos EUA.

Fonte: G1

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