Israel vê com preocupação presença do Irã perto de sua fronteira norte

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;..." Mateus 24:6

10 de dezembro de 2017.

 

Israel encara há anos o Irã como sua principal ameaça, um temor que hoje é sentido mais do que nunca no extremo norte do país.

Com a presença do Hezbollah no Líbano e o avanço deste grupo e de outras milícias apoiadas pelo Irã na Síria, para os israelenses a pressão de Teerã bate literalmente em suas portas.

"Não temos uma fronteira com o Irã, mas agora o Irã tem uma fronteira conosco", disse um alto responsável israelense para explicar a situação ao analista militar do jornal "Haaretz", Amos Harel.

Para Jonathan Spyer, especialista em Oriente Médio, trata-se de uma situação "nova e volátil", sobretudo no que diz respeito à influência iraniana na Síria.

Na cidade de Kiryat Shmona, a poucos quilômetros do Líbano, a vida continua com aparente calma. As pessoas vão a shoppings e cafeterias e discutem política.

Também reina a tranquilidade na pequena cidade de Metula, ao lado da fronteira, embora lá a presença militar seja evidente, com comboios circulando pelas estradas, soldados fazendo treinamentos e colinas com postos de observação do Exército israelense. Nesses postos não só se vê o Líbano, como as Colinas de Golã (território ocupado por Israel desde 1967) e as montanhas da Síria.

A guerra civil no país está cada vez mais controlada pelo governo de Bashar al Assad, apoiado pela Rússia, pelo Irã e pelo Hezbollah, que conseguiram uma vitória importante com sua intervenção em Damasco.

A grande preocupação israelense atualmente é a possibilidade de o Irã aproveitar a situação para se consolidar na Síria e, por isso, nos últimos dias atacou várias instalações militares em solo sírio, supostamente bases iranianas ou de suas milícias aliadas.

"Isto é Israel enviando uma mensagem à comunidade internacional, dizendo que não irá conviver com isso e que se os iranianos estiverem aqui, do outro lado da fronteira das Colinas de Golã, serão bombardeados", disse Harel.

Segundo o analista, esses ataques vão continuar e não se descarta que a situação possa se transformar em um conflito mais amplo.

"É um jogo muito delicado", afirma Harel, que ressalta que atualmente nenhuma das duas partes está interessada em uma guerra.

A grande variável regional é o ambicioso príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman, que parece decidido a se voltar contra o Irã e que poderia se beneficiar de uma guerra entre Israel e os aliados de Teerã na região.

Alguns analistas veem esse objetivo por trás da recente crise política no Líbano gerada com a renúncia (posteriormente cancelada) do primeiro-ministro, Saad Hariri, e sua confusa estadia em Riad.

Para Spyer, a situação na fronteira do Golã é, a priori, a mais perigosa, por se tratar de uma área "sem regras", embora não acredite que o Hezbollah e outros grupos por trás dos quais o Irã se esconde queiram abrir uma nova frente enquanto não termina a guerra síria.

O ânimo para travar um confronto também não parece alto em Israel. O último conflito com o Hezbollah, no ano de 2006, deixou um número grande de baixas, e a percepção é de que hoje a milícia xiita libanesa está ainda mais forte.

Segundo analistas políticos, o Hezbollah pode ter até 100 mil mísseis - muitos capazes de alcançar qualquer ponto do território de Israel - com os quais pode atacar as defesas israelenses.

Na fronteira, até hoje, não há uma atmosfera de conflito, "mas as coisas podem mudar muito rápido", alertou Harel.

"Sempre estamos a dois passos de uma guerra", lembrou o analista.

Fonte: EFE

Comentários

* (servo do SENHOR) * em 11/12/2017 04:44:01
Shalom de Daniel Corrêa...
ISRAEL NUNCA, JAMAIS FOI A FAVOR DE QUALQUER GUERRA; ISRAEL É A NAÇÃO QUE MAIS OFERECE AJUDA Á REFUGIADOS NO MUNDO ISSO É FATO.
TODOS SABEMOS QUE A GUERRA NAO É O MELHOR CAMINHO. A DIPLOMACIA É E SEMPRE SERÁ O MELHOR PARA TODOS NÓS.
AS MARCAS E AS SEQÜELAS DE UMA GUERRA, GERA CICATRIZES QUE JAMAIS SE FECHAM.
TODOS SABEM QUE LEGITIMAR Á CAPITAL JERUSALÉM PARA ISRAEL E DIREITO DO POVO JUDEU E ENVOLVE QUESTÕES QUE VÃO MUITO ALÉM DE SIMPLES DISPUTAS RELIGIOSAS OU TERRITORIAIS; UMA NAÇÃO QUE SOFREU TODO TIPO DE ABUSOS E INJÚRIAS, AO PONTO DE PERDER SUA PRÓPRIA TERRA.
ENTÃO PERGUNTO; EM MINHA CASA TENHO QUE PEDIR Á ALGUEM PARA CONSTRUIR NO MEU PRÓPRIO TERRITORIO "UM BELO JARDIM", ONDE, O MESTRE DOS ARQUITETOS DEIXOU SUAS PLATAS E AS ORDENS A SEREM REALIZADAS?
"NÃO RECUAR SE FAZ NECESSÁRIO."
AGINDO DEUS QUEM IMPEDIRÁ?
"QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR OUÇA..."

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