Israel reforça presença militar na Cisjordânia ocupada depois de atentado

09 de junho de 2016.

 

Governo de Netanyahu anula autorizações a 83 mil palestinianos que pretendiam deslocar-se a Jerusalém durante o Ramadão, na primeira resposta ao ataque que fez quatro mortos e 16 feridos num restaurante de Telavive.

Está prometida “uma resposta dura que entrará na história”, nas palavras do ministro dos Transportes e membro do Conselho de Segurança de Israel, Yisrael Katz. Para já, o Exército anunciou que vai mobilizar centenas de soldados extra para a Cisjordânia ocupada, horas depois de se saber que foram anuladas as permissões de entrada a 83 mil palestinianos que queriam juntar-se às suas famílias ou rezar no Pátio das Mesquitas, em Jerusalém, durante o mês sagrado do Ramadão.

É assim que o Governo de Benjamin Netanyahu começa por responder aoataque mais violento em meses: na quarta-feira à noite, dois jovens de fato e gravata levantaram-se e dispararam com armas automáticas num restaurante de Sarona, uma zona de Telavive repleta de cafés e restaurantes. Mataram quatro civis, dois homens e duas mulheres, e feriram 16 pessoas antes de as armas deixarem de disparar. Um dos atacantes foi atingido a tiro pela polícia e levado para um hospital; o outro foi detido.

Khaled Mohammad Makhamrah, estudante de 21 anos, e Mohamad Ahmad Makhamrah, 22 anos, são primos e naturais de Yata, uma aldeia a sul de Hebron, um barril de pólvora da Cisjordânia ocupada de onde vêm dezenas de autores de ataques contra Israel. O Exército declarou Yata “zona militar fechada” e o aceso à aldeia só será permitido por motivos médicos ou humanitários. Os soldados já se preparam para demolir a casa de um dos atacantes.

“Esta aldeia precisa de sofrer uma operação para eliminar o terrorismo”, defendeu o ministro Katz, citado pela imprensa israelita. “Precisa de ser lembrada da sua história de terrorismo.”

É previsível que a resposta israelita não se fique por aqui. Afinal, este ataque será o primeiro teste do novo ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, líder do partido de extrema-direita Yisrael Beitenu. Poucos dias antes de tomar posse, Lieberman tinha acusado o Governo de fraqueza face aos ataques palestinianos.

Nenhum grupo armado reivindicou a acção dos dois jovens, elogiada pelo Hamas, o partido islamista que controla a Faixa de Gaza, que saudou uma “operação heróica a provar que a Intifada continua”.

Episódios de violência têm-se repetido incessantemente desde Outubro, mas a frequência dos ataques tinha diminuído de forma considerável nos últimos meses. Segundo uma contagem da AFP, desde 1 de Outubro morreram vitimas de violência 207 palestinianos (a maioria autores de ataques, muitos com facas, ou suspeitos atacantes), 32 israelitas, dois turistas norte-americanos, um eritreu e um sudanês.

Fonte: Público.

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