Israel rebate críticas da ONU sobre ampliação de assentamentos na Palestina

29 de julho de 2016.

 

Israel respondeu nesta sexta-feira, em comunicado oficial, às duras críticas que recebeu na última semana da ONU e de seu principal aliado, os Estados Unidos, em relação aos planos de ampliação dos assentamentos em território palestino ocupado.

As críticas aconteceram após o recente anúncio da construção de 770 novas casas na colônia de Gilo, ao sul de Jerusalém.

"Eles (ONU e EUA) criticaram, apesar de saberem muito bem, que Gilo é um bairro de Jerusalém que será parte de Israel sob qualquer acordo de paz concebível", rebateu em comunicado Emmanuel Nahson, porta-voz das Relações Exteriores de Israel.

"A sugestão de que construir em Gilo mina a solução baseada em dois Estados para dois povos é objetivamente infundada e foge ao autêntico obstáculo para a paz: a persistente recusa palestina a reconhecer um Estado judeu em qualquer fronteira", acrescentou a nota do porta-voz.

Na última quarta-feira, o Departamento de Estado dos EUA mostrou "firme oposição" e "profunda preocupação" pela construção de 1.100 novas casas em colônias, 770 em Gilo e outras 323 em diferentes assentamentos de Jerusalém Oriental. Em nota, o governo americano classificou os assentamentos como "corrosivos para a causa da paz".

"Estes passos de Israel são o último exemplo do que parece ser uma aceleração constante de uma política que mina as perspectivas de uma solução com dois Estados", apontou em comunicado.

A nota também criticava a demolição de mais de 650 casas palestinas na Cisjordânia e Jerusalém Oriental,neste ano.

O porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, afirmou que estas medidas "fazem parte de um processo contínuo de confisco de terras, expansão de assentamentos, legalização de proto-assentamentos e rejeição ao desenvolvimento palestino, que se arrisca a garantir uma realidade de um estado de perpétua ocupação e conflito".

Além disso, Kirby classificou a ação de Israel como "provocativa e contraproducente" e afirmou que esta "traz sérias dúvidas sobre seu compromisso real com uma solução pacífica, negociada com os palestinos".

O secretário de estado americano, John Kerry, se reunirá amanhã em Paris com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para debater o processo de paz, estagnado desde meados de 2014.

A União Europeia (UE) também cobrou que Israel reverta sua política de colonização em Jerusalém Oriental, afirmando que esta contribui para "o estabelecimento de um anel de assentamentos israelenses ao redor da cidade, isolando ainda mais Jerusalém Oriental do sul da Cisjordânia". 

Fonte: EFE.

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