Israel pede que Colômbia reverta decisão de reconhecer Estado palestino

09 de agosto de 2018.

 

A embaixada de Israel na Colômbia pediu na quarta-feira que o país sul-americano reverta a decisão de reconhecer a Palestina como Estado, considerando que vai "contra" as "estreitas relações" entre as duas nações.

"Solicitamos ao governo colombiano que reverta a decisão do governo anterior nos seus últimos dias, o que constitui uma violação das estreitas relações, a ampla cooperação em áreas vitais e os interesses dos dois povos", disse a embaixada de Israel, através de um comunicado.

A decisão, com a qual a Colômbia se tornou o último país sul-americano em reconhecer a Palestina como um Estado "livre, independente e soberano", foi tomada pelo ex-presidente Juan Manuel Santos e suas implicações, segundo afirmou o atual ministro das Relações Exteriores colombiano, Carlos Holmes Trujillo, serão analisadas pelo novo governo que tomou posse na última terça-feira.

Segundo uma carta divulgada na quarta, a ex-chanceler colombiana María Ángela Holguín, quem deixou o cargo ao final do mandato de Santos, notificou a decisão no último dia 3 ao seu então colega palestino Riad Maliki.

Sobre essa questão, a embaixada de Israel se mostrou "muito surpresa e decepcionada" pela decisão do governo anterior e com a maneira como foi tomada.

"Devemos esperar que um governo amigo informe antecipadamente o outro sobre uma mudança de política que é tão crucial para seu aliado. Trata-se de uma bofetada na cara de um amigo leal, que contradiz a qualidade das relações e a proximidade entre os países e seus líderes", acrescentou a informação.

A vice-presidente colombiana, Marta Lucía Ramírez, afirmou por sua parte que um assunto tão "sensível de política externa como o conflito entre Palestina e Israel" o presidente Santos "decidiu sobre a institucionalidade".

"Iván Duque e o chanceler vão recuperar instituições citando a Comissão Consultiva de Relações Exteriores", acrescentou a vice-presidente.

O ministro Carlos Holmes Trujillo disse que para o novo governo colombiano "é prioritário manter relações de cooperação com aliados e amigos e o compromisso de contribuir, como sempre, para a paz e segurança internacional ".

Ao ser questionado sobre se é uma decisão que ser revogada, Trujillo comentou que vão "analisar as implicações, o conteúdo da nota em detalhes" e acrescentou que o governo "agirá de acordo com o direito internacional".

Fonte: EFE

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