Israel lado a lado com países árabes na cúpula de Varsóvia para a "Paz e Segurança no Oriente Médio"

14 de fevereiro de 2019.

Aquilo que alguns julgariam impossível, está a acontecer diante dos nossos olhos: lado a lado, sentados à mesa da cúpula, o primeiro-ministro de Israel e vários ministros e representantes de países árabes, todos juntos para a"Conferência sobre a Paz e Segurança no Oriente Médio."
 
Desde há algum tempo que tem havido uma subtil aproximação entre algumas monarquias árabes e o estado de Israel, talvez em parte graças à inimizade comum que todos nutrem contra o ameaçador regime xiita dos ayatollahs iranianos, mas também devido a uma nova percepção de alguns líderes árabes sobre a utilidade de reconhecerem Israel como um estado legítimo e usufruírem de um mútuo relacionamento político e comercial.
 
Segundo informações obtidas durante a cúpula, o próximo país árabe a estabelecer relações com Israel poderá ser o Bahrain, cujo ministro para as Relações Exteriores teria dito que o seu país poderá "eventualmente" estabelecer relações diplomática com o estado judaico.
 
Já há dois anos atrás essa pretensão vinha sendo divulgada, prevendo-se que possa vir em breve a ser concretizada. 
 
"DELICIADO" COM O ENCONTRO
 
Ontem à noite, durante o jantar de abertura da cúpula, Benjamin Netanyahu expressou  seu grande contentamento por poder estar a dirigir-se a representantes máximos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrain - sendo que nenhum destes reconhece o estado judaico.
 
"Numa sala com cerca de 60 ministros representando dezenas de governos, um primeiro-ministro de Israel e os ministros dos Negócios Estrangeiros dos principais países árabes juntaram-se e falaram com uma energia, clareza e unidade notáveis contra a ameaça comum do regime iraniano" - afirmou Netanyahu aos repórteres.
 
E, "deliciado" com este acontecimento inédito, o primeiro-ministro prosseguiu: "Acho que isto marca uma mudança e uma importante compreensão daquilo que ameaça o nosso futuro, aquilo que precisamos de fazer para o assegurar, e a possibilidade dessa cooperação se estender para além da segurança em todas as áreas da vida."
 
Já ontem à noite Netanyahu tinha tido um encontro a sós com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã.
 
"PARTIR O PÃO COM OS ÁRABES"
 
Mike Pence, vice-presidente dos EUA, saudou a visão de Netanyahu "partindo o pão" com líderes árabes...
 
Tudo leva a crer que, tal como se previa, a intenção desta cimeira será organizar uma frente comum contra o regime do Irã, em que Israel tomará a dianteira física e recolherá o apoio virtual das várias nações árabes cada vez mais preocupadas com o posicionamento do regime iraniano no Oriente Médio. Israel já afirmou que o Irã poderá possuir a bomba atômica dentro de 2 anos. Pence já apelou às nações europeias para abandonarem o acordo nuclear com o Irã, que este tem estado clara e objetivamente a não cumprir...
 
Fonte: Shalom, Israel!

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