Israel informa oficialmente a Unesco de sua saída da organização

30 de dezembro de 2017.

 

Israel notificou formalmente a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de sua retirada da organização, anunciada em outubro.

"Em qualidade de diretora-geral da Unesco, hoje recebi a notificação oficial do governo israelense sobre a retirada de Israel da organização, em 31 de dezembro de 2018", indicou nesta sexta-feira (29) em um comunicado a francesa Audrey Azoulay, no cargo desde novembro, acrescentando "lamentar profundamente" esta decisão.

Para Azoulay, "é dentro da Unesco, e não fora dela, que os Estados podem procurar da melhor forma superar as diferenças nos campos de competência da organização".

Israel, "membro da Unesco desde 1949", tem seu lugar "dentro de uma instituição comprometida com a defesa da liberdade de expressão, da prevenção do antissemitismo e do racismo sob todas as suas formas", afirma Azoulay, que destaca o papel da organização "no diálogo das culturas" e "na luta contra o extremismo violento".

Em 12 de outubro, logo depois dos Estados Unidos anunciarem sua retirada da Unesco, Israel comunicou a mesma decisão, e criticou um viés anti-israelense da organização, qualificando-a de "teatro do absurdo onde se deforma a história em vez de preservá-la".

A decisão foi tomada após anos de posições da Unesco contrárias às de Israel em relação a Jerusalém e Hebron.

Posições controversas

Em 2011, a admissão da Palestina na Unesco intensificou a crise e provocou a suspensão das contribuições financeiras de Israel e Estados Unidos, equivalentes na época a quase um quarto do orçamento do organismo.

O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco inscreveu a Cidade Velha de Hebron como um local "de valor universal excepcional". Também colocou a cidade, localizada nos territórios palestinos, na lista de patrimônios em perigo.

Hebron é o lar de 200 mil palestinos e centenas de colonos israelenses, que estão entrincheirados em um enclave protegido por soldados israelenses perto do local sagrado, que os judeus chamam de o túmulo dos Patriarcas e os muçulmanos, de Mesquita de Ibrahim.

Após sua retirada, que se tornará efetiva no final de 2018, conforme os estatutos da Unesco, Washington deseja permanecer na organização com status de observador.

Fonte: AFP

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