Israel dobrará tropas em Gaza e Cisjordânia ante transferência da embaixada dos EUA

13 de maio de 2018.

 

Os Estados Unidos abrirão sua embaixada em Jerusalém em maio, anunciou o Departamento de Estado nesta sexta-feira (23), coincidindo com o aniversário de 70 anos de Israel.

"Estamos empolgados em dar esse passo histórico e aguardamos ansiosamente a abertura para maio", disse a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Heather Nauert.

A embaixada funcionará inicialmente em prédios que hospedam a operação consular dos EUA em Jerusalém e depois mudará para um anexo separado até o final de 2019, diz o comunicado do Departamento de Estado. O governo americano já começou a procurar um lugar permanente para sua embaixada na cidade, acrescenta a nota.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reagiu dizendo que a abertura da embaixada americana em Jerusalém será "um grande dia para o povo de Israel".

Já os palestinos reagiram com irritação: "Este é um passo inaceitável. Qualquer movimento unilateral não dará legitimidade a ninguém e será um obstáculo para qualquer esforço para criar a paz na região", disse Nabil Abu Rdainah, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, que está nos Estados Unidos até sábado.

Em dezembro, Donald Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel e anunciou que seu governo iria transferir a embaixada americana em Tel Aviv para lá. O anúncio causou polêmica no cenário internacional.

No conflito entre Israel e palestinos, o status diplomático de Jerusalém, cidade que abriga locais sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos, é uma das questões mais polêmicas e ponto crucial nas negociações de paz. Israel considera Jerusalém sua capital eterna e indivisível. Mas os palestinos reivindicam parte da cidade (Jerusalém Oriental) como capital de seu futuro Estado.

A decisão dos EUA desencadeou uma onda de protestos e violência na região e foi condenada na Assembleia Geral da ONU.

Atualmente, a maioria dos países mantém suas embaixadas em Tel Aviv, justamente pela falta de consenso na comunidade internacional sobre o status de Jerusalém.

Fonte: G1

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